Chapa da Articulação é derrotada no SINDPD-PR

Com 73% dos votos válidos, a Chapa 2 – Novo Tempo venceu as eleições para o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Processamento de Dados do Paraná (SINDPD-PR) realizadas nos dias 30 e 31 de março, em Curitiba e no interior do estado. A chapa derrotou a Chapa 1, financiada pela Articulação (PT) e pela burocracia da FENADADOS, a federação dos trabalhadores da categoria.

Fundado em 1985, o SINDPD-PR representa um importante pólo de resistência do sindicalismo combativo e independente, tendo dirigido lutas importantes. Desde a sua fundação, as eleições para a diretoria não eram disputadas, formava-se chapa única. Como parte do processo de reorganização da classe trabalhadora brasileira, decorrente da falência política do PT e da CUT, surgiu no interior do sindicato e na base um importante grupo de oposição à atuação da Articulação, que vincula o sindicato à direção da empresa, atrelando-o, dessa forma, aos governos federal e estadual.

A Chapa 2 foi eleita com um programa de luta, contra a conciliação com a patronal e os acordos rebaixados. A expressiva diferença no número de votos obtidos pelas duas chapas mostra a disposição de luta, a consciência da categoria e o rechaço à chapa da Articulação, formada de improviso por setores que não encaminham as discussões com a categoria. Além disso, a Chapa 2 era a única que possuía membros de todas as empresas da base de representação do sindicato: Celepar, Dataprev, Serpro e da prestadora de serviço Brasil Service.

Os integrantes da Chapa 2 defenderam que o debate sobre a filiação do Sindpd à CUT seja levado à base, e parte importante da nova diretoria posicionou-se favorável à desfiliação.

A Conlutas apoiou a Chapa 2, a partir do sindicato do Rio Grande do Sul, o Sindppd-RS, deslocando companheiros para auxiliar na elaboração do programa da chapa, e também através da coordenação estadual, enviando apoio logístico no dia da votação.

A vitória da Chapa 2 consolida mais uma posição na luta em defesa da independência dos sindicatos diante do governo e dos patrões, ameaçada pela reforma Sindical defendida pela CUT. Os trabalhadores da categoria e os movimentos sociais e populares do Paraná terão mais um aliado na luta em defesa de suas conquistas e direitos históricos.