Campanha do é nas lutas

Diferente dos candidatos da burguesia, as candidaturas do PSTU não estão apenas na telinha da TV ou nos panfletos. Nosso palanque é na rua e nossa atuação se dá nas lutas. A campanha eleitoral dos candidatos do PSTU se faz junto às mobilizações dos trabalhadores. A propaganda eleitoral é colocada totalmente a serviço das lutas das categorias mobilizadas. Acompanhe aqui algumas das principais lutas que ocorrem agora e a atuação de nossas candidaturas junto às bases dos trabalhadores.

Após mobilizações, metalúrgicos conquistam reajuste

Depois de uma forte mobilização com passeatas, manifestações e paralisações, os metalúrgicos conquistaram reajuste salarial de 11%. O índice se refere aos metalúrgicos das montadoras e compreende 7,15% de reposição da inflação do período e 3,6% de aumento real. O reajuste foi o resultado da campanha salarial feita pelos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Limeira e Santos.

Os metalúrgicos conquistaram também um abono único de R$ 1.450 e piso salarial de R$ 1.250, um aumento de 12,6%. Apesar do forte crescimento do setor, com produção e lucros recordes, a patronal jogou duro e ofereceu no início apenas 0,5% de aumento real, além da redução do piso. “Prevendo a crise, a patronal uniu todos os segmentos para rebaixar os salários”, explica Vivaldo Moreira, diretor do sindicato de São José.

Além disso, havia um acordo entre CUT e Força Sindical com os patrões, a fim de evitar grandes mobilizações num ano eleitoral. O acordo previa o mesmo índice de reajuste do ano passado. No entanto, a forte inflação desse período impediu a concretização desse acordo. “Eles não tinham nem índice de reajuste, aprovamos os 18,83% e os colocamos em xeque, a partir daí passamos às paralisações”, afirma Vivaldo.

Com uma forte mobilização, a patronal teve que recuar. “Acredito que a paralisação de 24 horas feita no dia 4 tenha sido fundamental para que tenhamos chegado a esse índice”, afirma o dirigente sindical. Nesse dia, os, metalúrgicos da GM de São José, da Mercedes de Campinas, da Honda de Sumaré e da Toyota de Indaiatuba (região de Campinas) cruzaram os braços.

O reajuste poderia até ter sido maior se CUT e Força Sindical tivessem mobilizado suas bases. Mesmo assim, representa o maior reajuste de data-base no ano. Em outros setores, como autopeças, a campanha salarial continua. A vitória dos metalúrgicos deverá servir de modelo para os reajustes dos demais setores.

Campanha eleitoral
Em meio às paralisações, os metalúrgicos de São José pediram aos candidatos à prefeitura da cidade um espaço no horário eleitoral para a divulgação de suas lutas. Apenas Toninho, candidato a prefeito do PSTU, colocou seu horário à disposição da categoria metalúrgica. Durante a assembléia que aprovou o reajuste, realizada no dia 8, os metalúrgicos agradeceram o apoio do candidato.

“A nossa campanha eleitoral está colada à luta dos trabalhadores. E essa vitória que tivemos na GM vai se alastrar pelas outras fábricas. Os metalúrgicos estão mobilizados e posso dizer que essa campanha já é vitoriosa. Minha campanha para vereador está sendo feita junto às lutas, dentro das fábricas e a receptividade está sendo muito boa na GM e junto à categoria metalúrgica. Está sendo muito bem recebida, o que demonstra também um avanço na consciência dos trabalhadores”.

Renatão – 16123 – Vereador São José dos Campos (SP)

Trabalhadores dos Correios lutam por reajuste e plano de carreira

Depois da vitoriosa greve no primeiro semestre, que arrancou do governo a reivindicação histórica dos 30% de adicional de periculosidade, os funcionários dos Correios partem novamente para a luta. Desta vez é a campanha salarial da categoria e a luta pelo PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salários).

Os trabalhadores lutam pela reposição das perdas salariais desde 1994, que já somam 44,81%, além de R$ 200 de aumento real. Já a direção da empresa propõe apenas 6,37%, o que nem sequer repõe a inflação do período.

No fim de semana dos dias 5 e 6 de setembro, aconteceu uma plenária nacional da Federação dos Trabalhadores dos Correios, a Fentect, que reuniu representantes de 32 sindicatos de todo o país. “Nós da Conlutas defendemos a unificação da campanha salarial com a luta pelo PCSS”, disse Geraldinho Rodrigues, diretor pela oposição.

“Aprovamos também a unificação com campanhas salariais como a de bancários, petroleiros e metalúrgicos”, afirmou Heitor Fernandes, coordenador do Conselho de Representantes Sindicais do SINTECT-RJ e candidato a vereador pelo PSTU em Niterói. “Queremos pautar também na mesa de negociação a defesa dos Correios como empresa pública, contra os ataques do governo”.

A plenária aprovou um calendário de mobilização que termina com o indicativo de greve no dia 15 de outubro. Em 18 de setembro ocorre uma assembléia de avaliação do movimento. De 22 a 26, paralisações setoriais. No dia 27, encontros regionais. Já em 7 de outubro os funcionários realizam assembléia para aprovar o estado de greve e, no dia 14, se as negociações não avançarem, votam greve por tempo indeterminado.

“E stamos divulgando na TV a conquista dos 30%, que representou uma verdadeira vitória no governo. Além disso, utilizamos nossa campanha para convocar as assembléias da categoria e seguir a luta. A receptividade de nossa campanha na base tem surpreendido. Muitos funcionários vêm declarar apoio, mesmo aqueles que não estão diariamente nas mobilizações.”

Heitor Fernandes 16123 – É funcionário dos Correios há 26 anos e candidato do PSTU a vereador em Niterói (RJ)

Bancários fazem campanha salarial alternativa à da CUT

O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), ligado à Conlutas, está realizando uma campanha salarial alternativa. O movimento já entregou a pauta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban, e à diretoria da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Ao contrário da Contraf/CUT, a oposição defende mesas de negociação separadas para bancos públicos e privados. Além das reivindicações específicas, as perdas, embora sejam grandes para todos os bancários, são bastante diferentes.

Os bancários dos bancos privados amargam, em média, 31,34% de perdas. Os trabalhadores do Banco do Brasil sofrem 92,32% de perdas e os bancários da Caixa Econômica Federal, 104,13%. Apesar disso, a CUT, que dirige a maioria dos sindicatos da categoria, propõe uma pauta rebaixada aos banqueiros.

Diante disso, o MNOB iniciou uma discussão em todo o país sobre a necessidade de uma campanha salarial de luta. Em São Paulo, a oposição fez um abaixo-assinado para exigir que o sindicato, ligado à CUT, realize a assembléia para discutir as reivindicações. “O sindicato, porém, se recusa a convocá-la”, denuncia Dirceu Travesso, o Didi, candidato a vereador em São Paulo pelo PSTU e dirigente do MNOB.

A campanha de Didi está a serviço da defesa dos direitos dos bancários e vem denunciando a proposta dos patrões. “É a absurda a situação salarial dos bancários. Nos primeiros seis meses deste ano, os bancos tiveram um lucro somado de R$ 16,58 bilhões. Enquanto isso, os bancários amargam arrocho dos salários”, afirma Didi.
A campanha de Dirceu também vem denunciando os planos de privatização da Nossa Caixa, banco estatal paulista.

Calendário
A Oposição Bancária propôs um calendário que permite à categoria realizar uma greve ainda em setembro. Mas a Contraf/CUT está fazendo uma manobra e jogando as negociações até 23 de setembro, para que a greve da categoria só aconteça em outubro. A CUT se recusa a realizar greves nas eleições, pois avalia que seus candidatos poderão ser prejudicados.

Mas a proposta de calendário foi aprovada pelos delegados sindicais do Rio de Janeiro por unanimidade e em São Paulo os delegados sindicais debateram e resolveram enviar essa proposta para a Contraf/CUT. Infelizmente, o sindicato de São Paulo não permitiu que o fórum de delegados sindicais votasse sobre a proposta.

“N ossa campanha está promovendo a mobilização salarial e denunciando os planos de privatização de Serra. É preciso debater a defesa do banco público, uma necessidade muito importante para os trabalhadores paulistas. Queremos um banco público que possa investir em saúde, educação, moradia e saneamento”.

Dirceu Travesso – 16016 São Paulo

Petroleiros iniciam campanha salarial

Nos dias 15, 16 e 17 de agosto, aconteceu no Rio de Janeiro o 2º Encontro Nacional dos Petroleiros da FNP (Frente Nacional dos Petroleiros). O evento debateu e decidiu temas importantes, entre eles a pauta de reivindicações da campanha salarial da categoria.

Durante este ano, os petroleiros realizaram fortes mobilizações, inclusive greve por uma semana na Bacia de Campos (RJ), principal campo de extração de petróleo no Brasil. Os seis sindicatos que compõem a FNP (Rio de Janeiro, Litoral Paulista, São José dos Campos, Sergipe/Alagoas, Pará/Maranhão/Amazonas/Amapá e Rio Grande do Sul) construirão na base uma forte campanha salarial.

Para Toeta, dirigente licenciado do Sindipetro Sergipe/Alagoas (entidade filiada à Conlutas) e candidato a vereador de Aracaju pela Frente de Esquerda, “a Petrobras é a empresa que mais lucra no Brasil, fruto do nosso trabalho, logo, esse lucro tem que ser repassado para nós, trabalhadores, através do aumento dos salários”.

O congresso da FNP aprovou apresentar à Petrobras a pauta histórica da categoria, com pontos econômicos e sociais. Já a FUP, federação governista, não vai apresentar a pauta social, somente os pontos econômicos, fazendo o jogo da empresa de assinar acordo coletivo de dois em dois anos.

A vitória da campanha salarial dependerá da unidade da categoria. A batalha da FNP e de seus sindicatos é pela unidade, para avançar nas conquistas e ampliar direitos. Mas será necessário debater o papel da FUP, que sempre trai as lutas da categoria e assina acordos rebaixados.

Privatização
Além da campanha salarial, é muito importante também lutar contra a privatização do petróleo. Nesse sentido, o Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás aprovou um calendário de lutas para os próximos dias 16, 17, 18 e 19. Entre as atividades estão uma marcha e atos em frente ao edifício-sede da Petrobras (Edise), no Rio de Janeiro, abrindo a Jornada de Lutas contra a Privatização do Petróleo.

Também haverá atividade nos Estados, quando está prevista a entrega da proposta de marco regulatório, elaborada por uma comissão interministerial, ao presidente Lula. Nesses dias as atividades de protesto se combinarão com apresentações teatrais, música e filmes que tenham a ver com a defesa da soberania e do petróleo.

A categoria petroleira em Aracaju tem a candidatura de Toeta, dirigente licenciado do Sindipetro e militante do PSTU. No programa eleitoral, Toeta chamou a categoria a organizar uma forte campanha salarial com o Sindipetro, a Conlutas e a FNP.

A luta dos petroleiros terceirizados também está na campanha eleitoral, e também a batalha pela ampliação da Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras). Tentaram privatizá-la duas vezes, mas a luta dos trabalhadores foi maior e conseguiu mantê-la estatal e ligada à Petrobras. Agora, a luta dos trabalhadores está em um nível superior: é pela ampliação da fábrica para gerar novos empregos.

Toeta – 16123 Aracaju (SE)

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