Mulher chora por vítima de COVID-19

O que vem acontecendo em Manaus é um crime, um genocídio perpetrado pelos governos que, em qualquer outro lugar do outro mundo, levaria autoridades à cadeia.

A sobrecarga dos leitos de UTIs na capital amazonense já vinha ocorrendo de forma acelerada, assim como em diversos estados do país. Os governos, por sua vez, liderados por Bolsonaro, não implementaram medidas de isolamento social ou qualquer outra medida para impedir o morticínio que vem atingindo a população manauara.

Pelo contrário, o ministro-general Pazuello esteve dias antes em Manaus para distribuir cloroquina e, mesmo avisado da iminente falta de oxigênio nos hospitais, nada fez. O governo Bolsonaro segue desdenhando das vítimas, das medidas de isolamento, do uso de máscaras, promovendo campanha anti-vacinas e propagandeando o uso do que chama de “tratamento preventivo”, chegando a intimidar médicos a prescreverem medicamentos que, comprovadamente, não tem qualquer eficácia contra a COVID-19.

Empurram medicamentos que não funcionam para que o povo, enganado, se sinta protegido e continue trabalhando e circulando, dando lucros às grandes empresas e aos banqueiros, enquanto defende uma “imunização de rebanho” que não existe e é puro genocídio. O resultado desse negacionismo vimos agora: leitos de UTI se transformando em câmaras de asfixia, assim como os nazistas matavam suas vítimas nas câmaras de gás. Dezenas de bebês hospitalizados correm risco de vida, uma barbárie.

Essa política de Bolsonaro, Mourão e Guedes é responsável pelo que ocorre em Manaus e que logo acontecerá em todo Brasil, com pacientes morrendo sufocados dentro dos hospitais, se esses genocidas não forem parados.

A novela da vacina segue sem definição, tendo Pazuello, de forma cínica, cravado que se iniciaria “no dia D, e na hora H”. Cerca de 10 milhões da vacina Coronavac estão agora estocadas em São Paulo, sem previsão de uso. Num lance tragicômico, o Governo Federal chegou a preparar um avião para ir à Índia buscar 2 milhões da vacina da AstraZeneca, mas o governo indiano negou a liberação das doses. De qualquer forma, representaria uma quantidade ínfima frente às necessidades do país. Bolsonaro só queria uma foto para os jornais em sua disputa eleitoreira mesquinha com Doria.

Enquanto isso, segue o avanço do desemprego, da pobreza e da miséria. O fim do auxílio-emergencial deixou milhões na miséria, sem qualquer fonte de renda. A Ford, após anos recebendo subsídios que ultrapassam os R$ 20 bilhões, anuncia seu fechamento e a demissão de 5 mil trabalhadores diretos, e outros 15 mil indiretos. O Banco do Brasil anuncia fechamento de agências e a demissão de outros milhares de bancários.

É o resultado da política econômica de Bolsonaro e Guedes que privilegia meia dúzia de bilionários em detrimento das necessidades dos trabalhadores e às custas da pobreza e da miséria de milhões. Uma política de morte que caminha ao lado da política genocida de Bolsonaro.

Vacina para todos já! Fora Bolsonaro e Mourão

A vacinação em massa é a única solução para enfrentar essa pandemia. Mais de 50 países já estão aplicando, e o Brasil, pelo negacionismo genocida de Bolsonaro, sequer sabe quando, e se, vai começar. Ou vai começar só para inglês ver, muito abaixo do necessário e do possível. Enquanto isso, clínicas privadas já buscam vacina para vender para os ricos! É hora da vacinação em massa já! Vacina pública, gratuita, para toda a população, começando pelos grupos de risco. Se alguma empresa cogitar vender vacina, tem que ser imediatamente estatizada e ter seus produtos expropriados para ser aplicado na população.

Ao mesmo tempo, junto com a necessidade para ontem de vacinas, as cenas dramáticas de Manaus mostraram a necessidade de uma real política de distanciamento social, o que nunca foi aplicada aqui. Mas agora, junto com a vacina, seria preciso lockdown por pelo menos 30 dias.

Junto com a vacina para todos é preciso garantir auxílio-emergencial aos desempregados, informais e todos os grupos vulneráveis até que acabe a pandemia. Junto com a morte pelo coronavírus, milhões de brasileiros estão ameaçado de morrer de fome devido ao desemprego e o fim do auxílio-emergencial. Cortaram o auxílio-emergencial, mas não cortaram um tostão dos juros que pagam aos banqueiros, que lucraram horrores na pandemia.

É preciso estabilidade no emprego já! Proteção às pequenas empresas e pequenos empresários, com o governo assumindo a folha de pagamento dessas empresas.

A Ford deveria ser estatizada e colocada sob o controle dos trabalhadores, protegendo os empregos e a renda. As demissões do Banco do Brasil revertidas e a reforma administrativa definitivamente arquivada.

Já chega! Até quando vamos morrer por conta dessa política genocida? Passou da hora de botar para fora Bolsonaro, Mourão e toda essa corja do Planalto.  Isso depende da luta da classe trabalhadora e da juventude. Porque esse Congresso pró-banqueiros,  megaempresários não vai fazer a não ser que seja obrigado, haja visto que Rodrigo Maia, ao mesmo tempo em que discute publicamente com Bolsonaro, está sentado em cima de 50 pedidos de impeachment.

É preciso mobilização, unificar as lutas pela vacinação em massa já, distanciamento, auxílio para quem precisa e para botar pra fora Bolsonaro e Mourão! Panelaço, mobilizações nas redes sociais, paralisações nos setores não-essenciais, enfim, qualquer tipo de mobilização que seja possível nesta pandemia. Fora Bolsonaro e Mourão! Já não podemos mais respirar sob esse governo!