Fotos Dani Dornelas

Rair Anício, pré-candidato à Prefeitura de Ipatinga pelo PSTU

Foi o que coletivos representativos de mulheres, movimento negro, partidos, LGBTs, juventude, sindicato dos metalúrgicos, gritaram bem alto ao presidente da morte Jair Bolsonaro que veio ao Vale do Aço neste dia 26 numa visita pra lá de eleitoreira. O religamento do forno I da Usiminas foi usado para o presidente gastar uma fortuna de dinheiro público e atrair seus “apoiadores”, a maioria ligados a grandes empresários, prefeitos e vereadores reacionários da região. Como não poderia faltar, o governador Romeu Zema (NOVO), seu fiel apoiador, esteve presente.

Mas Bolsonaro vem ao Vale do Aço num momento em que a Usiminas anuncia o fechamento da Usiminas Mecânica (USIMEC), que poderá levar a perda de mais de 1.000 postos de trabalho diretos, agravando a enorme crise social na região. A vinda de Bolsonaro ocorre também num momento em que a pandemia do novo coronavírus levou a vida de mais de 5.000 mineiros, com mais de 200 mil infectados, oficialmente, já que os números são subnotificados.

Fotos Dani Dornelas

Aqui no Vale do Aço são quase 300 óbitos e milhares de infectados pela doença. Nos hospitais os leitos de UTI’s estão lotado há pelo menos 3 meses, e falta desde álcool-em-gel, papel, EPI´s, remédios. Então o que Bolsonaro quer comemorar? Os 120 mil mortos pelo país. A absoluta incompetência do Ministro general da Saúde? Ou o fechamento de 1.000 postos de trabalho da Usiminas?

Os grandes empresários da região, bem como a direção da Usiminas, tentaram usar o ato para angariar apoiadores do presidente e alavancar as suas candidaturas. Mas, enquanto se esperava uma multidão de 20 mil pessoas, na verdade, as caravanas não chegaram a 10% do esperado. Uma frustração para os opressores.

Movimentos, sindicatos e juventude se mobilizam

A partir de um chamado do movimento “Baque Mulher”, que luta contra a opressão machista e capitalista na cidade. Os movimentos sociais realizaram manifestações em toda a cidade. Desde o final de semana foram realizadas plenárias, colagem de cartazes, produção de faixas, contra a visita do presidente. Na Usiminas e USIMEC foram realizadas panfletagens pelo SINDIPA (Sindicato dos Metalúrgicos).

E durante a visita do presidente em vários pontos da cidade foram estendidas faixas de protestos. Por volta de 11 horas organizou-se um ato em frente ao Sindipa e próximo da Usiminas. Os diversos ativistas e lutadores de Ipatinga enfrentaram a hostilidade dos apoiadores do presidente, mas também recebeu apoio massivo da população, com buzinaços e demonstrações de apoio à manifestação.

Essa unidade para lutar deve seguir em frente para impedir o fechamento da USIMEC, garantir empregos, direitos da classe, e enfrentar o projeto genocida, machista, LGBTfóbico e racista, de Bolsonaro. No Vale do Aço a unidade da classe trabalhadora, da juventude, dos movimentos de luta contra a opressão, mostram o caminho.