Ato mostra novo momento da reorganização no Rio Grande do Sul

Ativista segura boneco de Lula, que foi queimado
Sindppd-RS

O ato de 1º de Maio no Rio Grande do Sul, organizado pela Conlutas e outras entidades do Fórum Nacional de Mobilização, aconteceu no Largo Zumbi dos Palmares, lugar histórico da cidade e simbólico do movimento negro que agora o prefeito, José Fogaça (PPS), quer transformar num terminal de ônibus.

Deixando de lado o caráter de classe desse dia mundialmente importante, como sempre fazem, Força Sindical e CUT realizaram atividades meramente festivas. A Força Sindical fez um ato show com a presença do padre Marcelo Rossi. A CUT fez um pequeno ato-show no parque da redenção.

Já o ato classista reafirmou a luta da classe trabalhadora. Desde cedo, vários ativistas organizaram o palco, as faixas e as barracas das entidades. Aos poucos, foram chegando os manifestantes de Porto Alegre e, por volta das 10h30, o ato começava a tomar forma. Quando chegaram as delegações do interior, já eram mais de 700 pessoas presentes, com uma ampla maioria da Conlutas.

A coordenação do ato, formada pelas companheiras Neida Oliveira (Oposição do Cpers-Sindicato), Vera Guasso (Secretaria da Conlutas) e representante da Intersindical, anunciou as delegações e as categorias presentes, ficando a todos a certeza de que este 1º de Maio foi mais uma demonstração de que o Rio Grande do Sul, como todo o país, está num novo momento da reorganização do movimento dos trabalhadores. Além dos que compõem o Fórum Nacional de Mobilização, passaram pelo ato e fizeram uma saudação representantes do PCdoB.

`Arquivo

“O que está acontecendo aqui é a unidade concreta dos trabalhadores“, comemorou Vera Guasso, sob a empolgação dos manifestantes. Vera também denunciou a postura da CUT, “pelega e traidora“, que realizava, ao mesmo tempo, em Porto Alegre e em todo o país, uma festa em defesa do governo Lula, enquanto este retira direitos fundamentais dos trabalhadores.

Já passava das 13h30, com um forte calor de mais de 30º, apesar do outono, quando foi encerrado o ato com a queima de três bonecos representando Lula, a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

A atividade foi, com certeza, uma vitória daqueles que lutam, não deixando dúvidas de que é possível aplicar com sucesso o calendário de luta votado no dia 25 de março. Agora é preciso organizar o dia 23 de maio.

*Com informações do Sindppd/RS