Assembléia da Apeoesp aprova `não à reforma Sindical`

Governistas só admitiram a derrota na terceira vez que os professores ergueram as mãos
Agência Cromafoto

Profissionais de Educação derrotam governistas da ArticulaçãoA Articulação Sindical, direção majoritária da Apeoesp, o sindicato dos professores estaduais de São Paulo, sofreu uma dura derrota na última assembléia da categoria, no dia 20. A grande maioria dos cerca de 4 mil professores que foram à assembléia votou contra a direção e aprovou a posição contrária à reforma Sindical do governo Lula e da CUT.

Base impõe sua vontade
A Articulação não aceitou democraticamente a vontade da maioria. Foram necessárias três votações sobre o mesmo ponto para que a direção do sindicato aceitasse o fato de que havia sido derrotada.

Na primeira vez em que a posição da Apeoesp sobre a reforma Sindical foi votada, os professores a rechaçaram. Apesar disso, a direção majoritária declarou que havia vencido. A indignação foi geral. Muitos professores, revoltados, tentaram até virar o carro de som onde a direção do sindicato dirigia burocraticamente a assembléia. A diretoria então aceitou a nova votação. Apesar de patente a derrota, a direção tentou declarar que havia vencido. Mais uma vez, a base e a oposição pressionaram por outra votação. Dessa vez, não houve possibilidade de manobra e a direção teve que aceitar o resultado.

Eleições
As eleições do sindicato ocorrem no dia 9 de junho em todo o estado. A campanha da oposição está muito forte, atingindo todo o interior. “São mais de mil pessoas envolvidas na campanha da Oposição em todo o estado. Estamos abrindo trabalho em muitas cidades do interior onde não estávamos.”, comenta Geraldinho, dirigente da Oposição Alternativa e militante do PSTU.

Ao contrário da Articulação, os ativistas da oposição não têm a estrutura do aparato do sindicato para realizar sua campanha. O esforço da oposição é chegar às bases da categoria, construindo uma alternativa de luta ao peleguismo da atual direção.

A chapa Oposição Unificada tem como eixos a oposição às reformas neoliberais do governo Lula, além de empunhar as bandeiras históricas da categoria. “Lutamos por um novo Plano de Carreira, pelo piso salarial do Dieese para 20 horas semanais, pelo limite de 25 alunos por sala, contra as perseguições políticas de Alckmin e as reformas do governo Lula”, explica.

A Oposição Unificada reúne vários setores que se opõem à direção majoritária, entre eles, Oposição Alternativa, Frente de Oposição Socialista, e setores da ASS que romperam com a chapa da Articulação.

Romper com a CUT
Na campanha da Oposição, os militantes do PSTU discutem ainda a necessidade da ruptura com a CUT e a construção da Conlutas como alternativa. Além disso, também colocam como eixo a luta contra as reformas neoliberais de Lula e do FMI.

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