Ampliação das públicas e estatização das particulares é a saída

O governo Lula, coerente com sua política de submissão aos interesses do imperialismo, tenta convencer a população de que a única saída para as universidades é a “convivência” entre o sistema público e privado no ensino superior.

Para isso, propõe uma reforma que privilegia a ampliação de vagas nas faculdades pagas, enquanto corta verbas nas públicas promovendo um salto na privatização da Educação e abrindo caminho para a sua mercantilização através da Área de Livre Comércio (Alca) e dos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para dividir o movimento universitário, propõe medidas populistas de acesso a negros e estudantes carentes, como o projeto “Universidade para Todos”, e distorce a política de cotas nas universidades públicas.

No marco de uma reforma privatizante, nenhuma dessas medidas significam um avanço para o movimento universitário. Só poderemos conquistar ensino público e gratuito para os trabalhadores e seus filhos se aumentar o investimento em Educação para 10% do PIB, duplicando as vagas nas universidades públicas e contratando professores. É necessário garantir eleições diretas para reitor, composição paritária dos conselhos e uma avaliação a serviço do fortalecimento do ensino público.

Para evitar o fechamento de cursos e a queda na qualidade nas faculdades privadas, é preciso estatizar essas faculdades sem indenização, transformando-as em universidades públicas e gratuitas.

Entretanto, para aplicar esse projeto é imprescindível enfrentar o FMI, deixando de pagar a Dívida Externa que estrangula a nossa economia.

De qualquer maneira, o primeiro passo dessa luta é derrotar a reforma Universitária do governo.

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