A Covid-19, os governos e o capitalismo levaram Marcão! Ele partiu neste dia 3 de abril, vítima da Covid-19, depois de dias intubado em uma UBS da cidade.

Marcos Alves Rodrigues, nosso Marcão, foi um militante muito aguerrido em São José do Rio Preto. Não há quem seja da vanguarda de luta que não o conheça e tenha boas histórias a contar.

Fez parte do movimento punk da cidade, participou da associação de bairro da Caic, bairro em que nasceu e viveu até aqui. Era pintor e vendedor de livros, organizou muitos projetos de esporte para os jovens do bairro.

Nosso camarada foi fundador do PSTU Rio Preto em 2010, organizou por anos o SEXTMARX (Seminário de Estudos Marxistas) na UNESP de Rio Preto, participou por anos do Diretório Acadêmico dessa universidade, enquanto fazia Pedagogia. Contribuiu enormemente com a formação de muitos de nós, a partir do Grupo de Estudos Filosofia da Práxis e do Jornal Brado, que panfletava nos bairros e nas portas de fábricas.

Além de ser um camarada fundamental para a construção do PSTU, Marcão deixará muitas saudades por suas polêmicas, por sua irreverência, seriedade e por seu grandioso coração. Era também um militante da cultura, batalhou por anos e construiu com a ajuda de muitos de nós, o Centro Cultura Brado (CCB), o Sebo do CCB e, num passado não tão distante, a Brado Companhia de Teatro.

Não há quem não vá sentir saudades desse camarada e do Sarau do Brado, do Marcão poeta! Sonhamos juntos por uma vida justa, livre, pela emancipação da nossa classe!  Esse trosko acreditou e lutou até seu último suspiro na Revolução Socialista, por um mundo em que nunca mais faltasse o pão nem a poesia. Nos fará falta, muita falta.

Seu legado não será esquecido, a importância dos livros, do estudo sério, da organização dos trabalhadores, do partido revolucionário como ferramenta para a construção da revolução. A importância da cultura, da arte, da poesia…!

Que nosso luto se transforme em luta e disposição até a vitória final!

“Instantes

Somos instantes

Perdidos em labirintos

Que nos deixam distantes

Mas sempre famintos de sermos constantes...”

(Marcão, no recém-lançado livro Sarau na Quarentena)

Marcão, desses imprescindíveis para a Revolução, presente!!!!

Até o socialismo sempre.