Acampamento dos demitidos em Sergipe é ameaçado

Petroleiros acampam em frente à sede da empresa, exigindo que a anistia seja cumprida e que voltem a trabalharTrabalhadores da Petrobras demitidos e anistiados pela lei 10.790 permanecem acampados em Aracaju desde o dia 18 de agosto. Eles reivindicam a reintegração ao quadro de pessoal da empresa. O projeto de lei de anistia ampla, geral e irrestrita, de autoria de José Eduardo Dutra (PT), ex-presidente da Petrobras e atual candidato a senador, já foi aprovado no Senado e precisa agora ser aprovado na Câmara dos Deputados.

Na presidência da Petrobras, Dutra abandonou os demitidos. O governo Lula, ao invés de avançar na aprovação do projeto de anistia ampla, geral e irrestrita, descumpre a lei e ainda reprime os trabalhadores.

Além de não reintegrarem os trabalhadores, a tropa de choque de Dutra e Marcelo Déda (ex-prefeito petista e candidato ao governo) ameaça derrubar o acampamento. Os dois reuniram-se com os demitidos e propuseram o desmonte do acampamento.

Tempo indeterminado
O acampamento montado em frente à Petrobras de Aracaju tem cumprido o objetivo a que se propôs: informar aos administradores da Petrobras que os trabalhadores petroleiros estão dispostos a lutar pelo cumprimento da lei de anistia, descumprida pelo governo Lula, e alertar aos demais anistiados que não haverá mais barganha dos direitos dos trabalhadores, independentemente de qual seja o governo de plantão.

O acampamento desmascara também a maioria dos sindicatos dos petroleiros e a FUP, que cumpriram o papel de correia de transmissão dos interesses da Petrobras, configurando-se, na maioria, como sindicatos chapas-brancas atrelados ao Estado e à empresa. O protesto será mantido por tempo indeterminado. Ou seja, até a solução efetiva e definitiva dos trabalhadores demitidos e anistiados.

* Dalton é diretor licenciado do Sindipetro AL/SE e candidato a deputado estadual do PSTU pela Frente de Esquerda
Post author Dalton Francisco dos Santos, de Aracaju (SE) *
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