Acampamento diz não à transposição do rio São Francisco

Teve início no dia 12 de março o acampamento “Pela Vida do Rio São Francisco e do Nordeste Contra a Transposição“, em Brasília, com cerca de 600 pessoas – de acordo com a organização do ato -, contra o projeto de transposição do governo Lula. Na manhã de hoje, 13, os manifestantes realizaram um marcha até o Palácio do Planalto para exigir que fossem recebidos em audiência pelo presidente.

No último dia 5 de março, o movimento pró-rio São Francisco encaminhou um ofício ao governo para o qual não recebeu resposta alguma até o momento. O objetivo da mobilização é exigir que Lula não efetive as obras de transposição das águas.

Nesta semana, o tema voltou à pauta do Congresso, incluído por Arlindo Chinaglia (PT-SP), pois estão vencendo os prazos para publicação dos editais das obras.

Segundo ambientalistas, as obras acabarão por matar o rio, que já é muito velho, e não resolverão o problema da seca na região. A transposição prevê, ainda, a retirada de água de áreas indígenas, o que causaria ainda mais miséria à população local.

Outro fator relevante é o custo da obra: trata-se de mais um projeto faraônico, com gastos elevadíssimos, estimados em R$4,5 bilhões. Esse é mais um projeto que intensificará a pobreza na região para beneficiar o agronegócio.

Além do acampamento e das audiências, também está sendo feito um abaixo-assinado para impedir a transposição.

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