A luta das mulheres precisa ser classista

Em nenhum país capitalista existiu igualdade entre homens e mulheres. Todas as conquistas alcançadas foram arrancadas com lutas e, mesmo assim, a todo momento existe o risco de perdê-las.

As conquistas das mulheres no capitalismo são parciais e nunca permanentes, pois a opressão é uma peça necessária para o capitalismo funcionar.

Trabalho doméstico desvalorizado
Por um lado, o machismo justifica a exploração e a superexploração de setores no interior da classe trabalhadora, dividindo-a e jogando uns contra os outros. Por outro lado, permite que o trabalho doméstico não seja pago pelos patrões.

,b>A verdadeira libertação
Como disse Lenin, dirigente da Revolução Russa, “nossa luta não é de igualdade para todos, não é de liberdade para todos, mas a luta contra os exploradores e opressores pela eliminação das possibilidades de oprimir e explorar”.

É preciso lutar por uma sociedade na qual não exista propriedade privada nem a exploração de uma classe por outra. Uma sociedade na qual haja pleno emprego, salário igual para trabalho igual, creches e o direito à mulher de decidir sobre o seu corpo e sua sexualidade.

Com a extinção da propriedade privada, haverá condições para transferir a toda a sociedade as tarefas domésticas e outras responsabilidades penosas e desgastantes. Libertadas desses pesos, as mulheres poderão acabar com a servidão doméstica e cultivar todas as suas capacidades como membros criativos e produtores da sociedade – e não só como seres reprodutores.

Aliados e inimigos
Não temos nenhum acordo com os setores do movimento feminista que têm como política a unidade de “todas” as mulheres, trabalhadoras e burguesas.

É possível que em uma ou outra ocasião estejamos juntas, na ação e na luta, com as mulheres burguesas, como pelo direito ao aborto. Mas é importante ter claro que, se é a divisão entre ricos e trabalhadores que sustenta a opressão, a unidade das mulheres por cima das diferenças das classes é impossível.

Condoleeza Rice, secretária de Estado dos EUA, apesar de negra e mulher, é a porta-voz da política imperialista que mata milhões de negros e mulheres em todo o mundo.
Os nossos aliados permanentes e até o fim nessa luta são as mulheres e os homens trabalhadores. É preciso que os sindicatos, os partidos e os demais organismos da classe trabalhadora tomem em suas mãos as bandeiras das mulheres.
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