A democracia dos ricos é e sempre será corrupta

O capitalismo, além de não resolver problemas básicos, como emprego, salário decente e reforma agrária, tampouco é capaz de resolver o problema da corrupção. Em todas as eleições, desde Collor, o tema é centro de campanhas eleitorais, com os grandes partidos aparecendo sempre como “indignados” com a corrupção. Depois, ela aumenta ainda mais.

O Estado burguês e seu regime democrático, a democracia dos ricos, são e sempre serão corruptos. As grandes empresas financiam as campanhas eleitorais caríssimas e controlam assim os grandes partidos. Depois das eleições, cobram a fatura com contratos que lhes beneficiam, corrompendo os funcionários do Estado.

Por isso, a corrupção não acaba, ao contrário, aumenta a cada ano. Collor e PC Farias roubaram cerca de um bilhão de dólares. FHC, só com as privatizações das telefônicas, desviou mais do que isso. No governo Lula, só as movimentações das contas de Marcos Valério já ultrapassam Collor e PC Farias.

Enquanto permanecer o poder econômico das grandes empresas, que são as grandes corruptoras, vai existir corrupção. E enquanto seguir esse Estado, essa democracia dos ricos, a corrupção vai seguir.

Para acabar com a corrupção, também será necessária uma revolução, para expropriar as grandes empresas. Sem o dinheiro das grandes empresas corruptoras, será qualitativamente mais fácil evitar a corrupção.

Novo Estado
Mas isso não basta. Mesmo nos Estados operários burocratizados do leste europeu, como a URSS dirigida pelo stalinismo, existia corrupção. E isso se dá por um mecanismo muito simples. Se o Estado é controlado por uma minoria (como a burguesia e seus funcionários, ou mesmo pela burocracia stalinista), a corrupção seguirá existindo. A única forma de superar a corrupção é que, com uma revolução, o novo Estado seja controlado pela maioria, ou seja, pelos trabalhadores. Isso já existiu nos primeiros anos da revolução russa (antes da burocratização stalinista) e no breve período da Comuna de Paris (primeiro governo operário da história em 1871), em que os funcionários eram eleitos pela base, com mandatos revogáveis a qualquer momento. Além disso, tinham salários de operários qualificados.

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