Foto Sindmetal SJC

Nesta quarta-feira, atendendo ao chamado de várias centrais sindicais, trabalhadores, trabalhadoras, o povo das periferias e a juventude se mobilizaram país afora, realizando atos simbólicos e carreatas, panfletagens e assembléias nas portas das fábricas e locais de trabalho, intervenções nas vias públicas e o que mais pudesse ser feito para manifestar o repúdio às políticas genocidas do governo Bolsonaro e, também, à ineficácia das medidas adotadas por governadores e prefeitos.

Além da exigência do “Fora Bolsonaro e Mourão, já”, pré-requisito para por um ponto final à matança, de vacinação imediata para todos, de auxílio emergencial digno, as manifestações também exigiram barrar a reformas Administrativa e Trabalhista, que significam mais ataques no exato momento em que a crise econômica e social se alastra e aprofunda.

Vejam abaixo imagens e relatos (ainda parciais) dos protestos, a partir de imagens reproduzidas nas páginas da da CSP-Conlutas e da militância do PSTU, que estiveram na linha de frente deste 24 de março.

Alagoas e Sergipe

Nos dois estados nordestinos, os ativistas da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) participam do Dia Nacional de Lutas realizando atos nas principais ruas da cidade, com falas em carros de som e panfletagens. Leia sobre a cobertura nacional das atividades da FNP, aqui.

Ceará

Fortaleza: Os operários da construção civil estiveram entre as muitas categorias que se manifestaram na capital cearense, realizando atos no interior das obras, como da EngExata, onde defenderam vacina, para todos, auxílio emergencial digno e o “Fora Bolsonaro e Mourão”.

Os motoristas e cobradores do transporte público também protestaram, paralisando, por duas horas, suas atividades no Terminal de Messejana. Como destacado no vídeo, a categoria, considerada essencial, também cruzou os braços em função de suas pautas específicas, a começar pela defesa um Plano de Saúde, que, em meio à pandemia, foi precarizado pela patronal. No final do ato, bolsonaristas tentaram tumultuar o ato, mas foram rechaçados pela categoria.

Minas Gerais

Belo Horizonte: Os trabalhadores e a juventude organizaram uma carreata e fizeram protestos na frente de órgãos públicos do Governo Federal.

Juiz de Fora: Faixas foram colocadas nos principais viadutos da cidade e seis carros de som percorreram as ruas e avenidas, dialogando com a população. Falando em um deles, a professora Victória Mello, dirigente da CSP-Conlutas MG e militante do PSTU, destacou: “Precisamos, já, tirarmos Bolsonaro e Mourão. Chega! Precisamos de vacina, já, para todos; de um auxílio emergencial digno; de baixa no preço dos alimentos, gás e do combustível; emprego e renda e um lockdown nacional, para parar a circulação do vírus. Chega do nosso povo trabalhador morrer nos hospitais pela Covid-19”.

Dia 24 em Pirapora

Pirapora: O Sindicato dos Metalúrgicos fez panfletagem e agitação nos portões da MinasLigas e da Liasa, defendendo “lockdown” efetivo, com auxílio de um salário mínimo, já, para todos os trabalhadores(as) e pequenos negócios.

Pernambuco

Recife: As centrais sindicais realizaram um ato simbólico no centro da capital pernambucana e, na sequência, uma caminhada até o Palácio do Governo, onde foi entregue uma carta exigindo medidas para o combate efetivo da pandemia.

São Paulo

Litoral Paulista: O Sindipetro-LP, filiado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), programou o ato virtual “Dia Nacional em defesa da Vida e contra as privatizações”, exibido em dois horários: das 9h às 11h e das 19h às 21h,

São José dos Campos e Região: Durante a manhã, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região percorreu 15 fábricas, fazendo agitações e panfletagens nos portões de empresas como General Motors, Embraer, Prolind, Movent, Sun Tech, Ericsson, JC Hitachi, Elgin, Delta, Parker Hannifin, Gerdau e Panasonic (em São José dos Campos), MWL (Caçapava), Armco e Caoa Chery (Jacareí).

São José dos Campos (SP)

Os ativistas do Sindicato dos Químicos também se mobilizaram na porta de fábricas como, a Compass e LM Farmacêutica, em São José dos Campos e Jacareí.

Já o Sindipetro-SJC programou suas atividades em parceria com os servidores municipais da Educação, organizando um dia de paralisação em protesto contra as aulas presenciais, que continuam acontecendo, mesmo no pior momento da pandemia.

São Paulo: Logo de manhãzinha, o Luta Popular, entidade do movimento por moradia filiada à CSP-Conlutas, promoveu uma ação, estendendo uma enorme faixa, exigindo “Auxílio emergencial de mil reais, para fazer lockdown. Vacina, já”, em um dos principais pontos da cidade, a Ponte Estaiada, na Marginal do Rio Pinheiros. Um vídeo produzido pelas entidades e a Teledocumenta, divulgado nas redes sociais, defendia que “para viver, é preciso derrota Bolsonaro e, para derrotar Bolsonaro, preciso uma revolta popular” e passo importante para isso é “organizar comitês populares nas ocupações, favelas e quebradas”.

Já o Sindicato dos Metroviários promoveu atos e falações nas estações. Em um deles, Altino Prazeres, militante do PSTU e dirigente estadual da CSP-Conlutas lembrou: “Esse é um dia nacional de lutas e protestos contra o Bolsonaro, contra o governo Dória e, também, contra o prefeito de São Paulo, Bruno Covas; contra todos os governantes que só ajudam os grandes empresários, só favorecem as grandes empresas. E, para os trabalhadores, que estão passando fome, e os pequenos comerciantes, nada.” 

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef) organizou uma aula pública, com o tema “Serviços públicos, pandemia e defesa da vida”, além de um tuitaço, no início da tarde e outras atividades, destacando, também, a importância de barrar os projetos que visam impor novas reformas Administrativa e Trabalhista. Há noite, também como parte das atividades, o sindicato promoveu o debate “A violência do Estado contra a juventude negra das periferias”.

Rio de Janeiro

Niterói: Ativistas realizaram atos, com falas e faixas de protestos, nos pontos de concentração popular.

Rio Grande do Sul

Passo Fundo (RS)

Passo Fundo (RS): Também fortemente atingidos pela 2ª onda da pandemia, os gaúchos foram às ruas, manifestando-se, com faixas, vias públicas da cidade.

Porto Alegre (RS)

Porto Alegre: Foram realizados atos simbólicos em diversos pontos da cidades, onde também foram estendidas faixas e cartazes, em defesa da vida, salário, renda, emprego, lockdown efetivo e o retorno às aulas presenciais somente quando todos e todas estiverem vacinados.

Roraima

Cartazes em Boa Vista

Boa Vista: Os muros, tapumes e postes da capital de Roraima amanheceram cobertos por faixas e cartazes patrocinados pela CSP-Conlutas, com o irônico lema “Bolsonaro, tu não vale um buriti roído”.

Santa Catarina

Blumenau

Blumenau: Num dos estados atualmente mais afetados pela pandemia, os trabalhadores(as) se manifestaram contra Bolsonaro e seus cúmplices no governo estadual e prefeitura, espalhando faixas pela cidade, em defesa da vida, pela vacinação de todos, já, e por um auxílio emergencial de, no mínimo, R$ 600.

Florianópolis

Florianópolis: Na capital catarinense, a situação do estado foi lembrada com cruzes, caixões e faixas colocadas nos gramados da Universidade Federal.

(*) Com informações e imagens das redes sociais da CSP-Conlutas e regionais do PSTU