100 anos de Ingmar Bergman

No dia 14 de julho completaram-se 100 anos do nascimento, na cidade sueca de Uppsala, do cineasta, dramaturgo e escritor Ingmar Bergman. Um dos mais aclamados cineastas, um verdadeiro gênio da sétima arte.

Em sua vasta obra cinematográfica (mais de cinco dezenas de filmes!) é marcante a influência do teatro. “Para mim, o cinema é antes de mais nada teatro“, declarou. Ibsen e Strindberg estão entre suas principais referências. Mas também adaptou para o teatro Molière, Shakespeare, Tchekhov entre outros. Realizou cerca de 170 produções teatrais.

Persona, um dos clássicos de Bergman

Filho de um pastor conservador, Bergman teve rígida educação luterana. Isso é chave para se entender sua relação conflituosa com o pai autoritário.

Teve cinco casamentos e nove filhos. Destaque para o romance com a talentosíssima atriz, diretora e escritora Liv Ullman.

Entre seus atores preferidos estão: Gunnar Björnstrand, Erland Josephson, Max Von Sydow,  Bibi Andersson, Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Gunnel Lindblom e a própria Liv Ullman.

O diretor favorito de Bergman era o russo Tarkóvski. “Quando um filme não é um documentário, ele é sonho. Por isso, Andrei Tarkóvski é o maior de todos, pois se move, sem dúvida, no espaço do sonho”, escreveu em Lanterna Mágica (uma de suas autobiografias, de 1987). Mas também declarava que “Fellini, Kurosawa e Buñuel se movem na mesma região de Tarkóvski“.

O diretor nas filmagens de O Sétimo Selo

Em 60 anos de intensa produção, Bergman realizou um cinema único. Sua ficção aborda dramas psicológicos e questionamentos filosóficos com imensa sensibilidade, profundidade e beleza. Tratou com maestria temas como: a fé (ou ausência dela), a morte, a insanidade, o amor, a solidão e os conflitos familiares.

Ingmar Bergman faleceu em 30 de julho de 2007, aos 89 anos, na Ilha de Faro. No mesmo dia em que morreu Antonioni. Nesta pequena ilha do Mar Báltico, o cineasta rodou sete longas, entre eles: Vargtimmen (A hora do lobo, 1968), Skammen (Vergonha, 1968) e En passion (A paixão de Ana, 1969).

Algumas indicações de filmes para se começar a conhecer a obra de Bergman:

Monika e o Desejo (1953)

Noites de Circo (1953)

O Sétimo Selo (1957)

Morangos Silvestres (1957)

A Fonte da Donzela (1960)

Através de um Espelho (1961)

Luz de Inverno (1962)

O Silêncio (1963)

Persona (1966)

Gritos e Sussurros (1972)

Sonata de Outono (1978)

Fanny e Alexander (1982)

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