‘Mas… eu posso escrever para o jornal?´

A frase acima foi contada na última mesa, dedicada ao Opinião Socialista. Muitos militantes enxergam a redação do jornal como algo distante, até mesmo inacessível. Foi dado o exemplo de uma greve na qual o partido teve participação decisiva. Em uma reunião, um militante propôs uma matéria ao jornal. “Ah, mas devem ter coisas mais importantes a publicar”, comentou-se.

Não é só essa visão que faz com que muitos informes não cheguem à redação. Outro erro comum é o de encarar a tarefa como secundária. Em geral, quanto mais radicalizada uma luta, menos se prioriza o envio de matérias. Diante da quantidade de coisas a fazer – panfletos, atos, faixas, debate com a vanguarda –, a redação do texto fica em segundo plano e, muitas vezes, nem é feita.

Na mesa, Jeferson Choma, do Opinião, e Cilene Gadelha, da Direção Nacional, reafirmaram a urgência de uma maior participação. Todos foram convidados a colaborar de forma permanente, formando uma ‘rede’, para além dos que foram ao seminário. Foi lembrada a importância que Lenin dava a estas contribuições para que o jornal fosse de fato um “organizador coletivo”, com mais vida e abrangência.

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