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Por que o PSTU participa das eleições?

Nós participamos das eleições, em primeiro lugar, para defender uma alternativa socialista e revolucionária. Nossa participação não se dá com a ilusão de que, através das eleições, vamos mudar o país. Ao contrário, combatemos essa falsa ilusão, esse engodo que é o processo eleitoral. As mudanças necessárias para atender as necessidades mais sentidas do nosso povo só virão através de um processo amplo de mobilização e organização.

Por isso, nossas candidaturas estão a serviço do fortalecimento e da organização da classe trabalhadora e do povo pobre dentro de cada fábrica, de cada escola, local de trabalho, nas comunidades e bairros. Pois somente organizados e mobilizados vamos arrancar o que precisamos para ter uma vida digna.

Contudo, o fato de dizermos que eleições não mudam nada, não significa dizer que tanto faz em quem votar. Não é assim. Por isso, lutamos pelo voto nas candidaturas socialistas e revolucionárias do PSTU. Cada voto que uma trabalhadora e um trabalhador dão nas alternativas da burguesia fortalece a dominação que eles exercem sobre nós. Já o voto no PSTU ajuda a fortalecer o processo de lutas e de organização da classe trabalhadora e do povo pobre. Logo, o voto útil, nesse sistema, é o voto nas alternativas socialistas e revolucionárias.

Quais são as mudanças que o país precisa?

As mudanças que precisamos fazer para que o povo tenha uma vida digna pressupõem enfrentar e acabar com os privilégios dos banqueiros e dos grandes empresários. Implicam em mudanças profundas na estrutura da sociedade. Nas eleições, temos que apresentar um programa que enfrente esses privilégios e mostre por onde devemos criar as condições para mudar efetivamente a vida da classe trabalhadora.

Somos um dos países mais ricos do mundo, com grande capacidade de produção de alimentos, mas, ao mesmo tempo, temos 10 milhões de pessoas que passam fome. Temos uma das maiores capacidade de produção industrial do mundo, com parque industrial imenso e diversificado, mas isso não está a serviço de atender as necessidades da população; mas, sim, o lucro dos empresários. Temos um sistema financeiro imenso, mas não voltado para financiar aquilo que é necessário à população, como a produção de alimentos, a construção de moradias populares, obras de saneamento e infraestrutura.

Não tem como resolver os problemas da nossa classe se não enfrentarmos isso. Não tem como resolver os problemas da moradia popular, da saúde, da educação, como todos os candidatos estão dizendo que irão resolver, sem romper com essa estrutura. Sem parar de pagar a dívida pública, sem estatizar os bancos, sem expropriar o agronegócio e colocar as terras a serviço da produção de alimentos para o povo, sem nacionalizar e estatizar as grandes empresas.

Essa é a diferença fundamental do nosso programa em relação aos demais partidos, inclusive aqueles partidos que se dizem mais à esquerda, como o PSOL. Por exemplo, o candidato a prefeito do PSOL em São Paulo, o Boulos, em entrevista ao jornal “El País”, disse que “os empresários têm que entender que a vida não é só ter lucro e só arrancar o couro das costas dos trabalhadores. É preciso pensar também na população. E aqui há muito empresário que tem essa consciência.”

Mas será mesmo que existe esse tipo de empresário? Afirmamos que não. Os empresários são parte fundamental da engrenagem do capitalismo. Reproduzem o capital à custa do aumento da exploração da classe trabalhadora. Na pandemia vimos, em nome do lucro, os governos e os empresários impondo a retirada de direitos, a redução dos salários e as demissões.

Essa visão de Boulos está na base do programa que partidos reformistas defendem. Isso se chama conciliação de classes. Tiram do seu programa a necessidade de que a gente arranque o controle dos meios de produção do país das mãos empresários. Propõem governar junto com eles. Experiência que já tivemos com os governos do PT, em 14 anos. Sabemos no que deu. Nada mudou para os trabalhadores, pois o PT continuou a governar para os grandes empresários e banqueiros.

Não tem como garantir emprego, salário, aposentadoria, saúde pública e educação pra todo mundo, sem acabar com o privilégio e o controle dos bancos e das multinacionais. Isso é mentir, enganar, iludir a classe trabalhadora e o povo pobre. É preciso atacar os privilégios dos banqueiros e grandes empresários; parar de pagar a dívida pública, que, todos os anos, leva quase 50% do orçamento da União; é preciso estatizar os bancos e o sistema financeiro, colocá-los sob o controle dos trabalhadores; é preciso estatizar as grandes empresas e as multinacionais, para que possamos planejar a condução do país a partir das necessidades da população e não do lucro dos grandes empresários; nacionalizar as terras e fazer uma reforma agrária radical para produzir alimentos ao povo brasileiro.

Como seriam os mandatos e uma gestão do PSTU?

Para o PSTU, um mandato socialista e revolucionário é muito importante, pois estará a serviço da organização, da mobilização e dos processos de luta da classe trabalhadora. Isso ajuda a avançar no objetivo central, que é organizar um grande processo de mobilização no país, capaz de mudar a sociedade, melhorar de verdade a vida da população.

Em uma gestão do PSTU, vamos colocar todos os recursos do município a serviço das necessidades mais sentidas da classe trabalhadora, da sua organização e de sua luta. Vamos construir um governo socialista dos trabalhadores, onde a classe operária, junto com todos os setores explorados e oprimidos, governe través dos conselhos populares, que serão compostos por representantes dos trabalhadores, da população de modo geral, eleitos nos seus locais de trabalho, moradia, estudo.

Vamos incentivar cada seguimento da população se organizar e eleger os seus representantes, que irão compor o Conselho Popular, que será o espaço central de tomada de todas as decisões. A população vai tomar em suas mãos as decisões que irão mudar as suas vidas.

A forma como isso vai se dá, quem vai dizer é a luta e a realidade de cada lugar. O importante é que as pessoas se organizem, elejam seus representantes. Estes poderão ser trocados a qualquer momento, caso avaliem que ele ou ela não está os representando bem. Os conselheiros terão um mandato revogável.

O PSTU vai participar dos conselhos, através dos representantes que conseguir eleger. Vai apresentar suas propostas e defendê-las. Porque temos opinião sobre o que achamos melhor para um município. Iremos acatar aquilo que foi decidido pela população. O que o Conselho decidir, se executa.

Campanha do PSTU em Belém (PA)

Reformar o capitalismo é uma saída?

O PSTU talvez seja o partido que mais defenda a unidade de todos os setores, movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos para a luta concreta da classe trabalhadora, para fazer greve, mobilizações de rua, para enfrentar e botar pra fora o governo que está aí. Defendemos a ampla unidade com todos os setores que queiram lutar.

Defendemos e participamos da “Frente Fora Bolsonaro”, no intuito de tentar construir um processo nacional de mobilização, para colocar pra fora Bolsonaro, Mourão e toda essa trupe.

Mas no terreno das eleições, a situação é outra. Basta olharmos, que veremos que estão sendo apresentados dois projetos. Um é o defendido pelo PSTU, que arranca das demandas e das necessidades mais concretas que a classe trabalhadora tem. Que demonstra e mostra à classe trabalhadora e à juventude que a única forma de solucionar esses problemas é avançando para um processo de organização e mobilização do povo, fazendo uma revolução e acabando com o capitalismo, abrindo condições para a construção de uma sociedade socialista.

Evidentemente, da direita tradicional nunca se esperou nada. São partidos do empresariado, comprometidos com interesses daqueles que controlam a sociedade e contrários aos interesses da população.

Já os partidos que se reclamam da classe trabalhadora, como o PT, PCdoB e PSOL, ao não defenderem essa transformação socialista da sociedade, jogam água no moinho do projeto do grande empresariado.

Assim, não tem como fazer uma aliança com eles, para apresentar uma alternativa socialista e revolucionária. Afinal, qual é a média possível entre um partido que defende uma alternativa socialista e revolucionária e um que defende a manutenção do capitalismo? Alguns desses partidos abrem mão de defender o que pensam para defender, junto com o PSTU, uma alternativa revolucionária e socialista para o país? Se sim, fazemos a Frente. Estaremos juntos. Mas qual dos partidos se dispõe a fazer isso? Nenhum.

Se o PSTU se aliar com outro partido e abrir mão da defesa de uma alternativa socialista e revolucionária, não fortalecerá a luta da classe trabalhadora. Ao contrário, vamos enfraquecê-la, ao deixar de defender o único caminho possível para que possamos construir as condições para transformar o país.

Campanha em São João Del Rey

Por que votar no PSTU?

O PSTU é o único partido que, nessa eleição, aponta um caminho que de fato vai levar a classe trabalhadora a se libertar. Essa é primeira razão pela qual é importante votar no PSTU.

O voto no PSTU é o único voto nesse processo eleitoral que fortalece a luta e organização da classe trabalhadora, que pode promover as mudanças profundas na estrutura do país para que as pessoas possam ter uma vida digna.

A segunda razão, porque é importante eleger vereadores e prefeituras pessoas que colocarão o mandato, não só a serviço para enfrentar as necessidades mais concretas que temos em cada município, mas a favor do fortalecimento do processo de organização e luta da classe trabalhadora.

Veja o exemplo quanto às demissões que estão ocorrendo em São José dos Campos (SP). Faria diferença ou não se o prefeito, se os vereadores fossem lá, pra frente da fábrica, junto com os trabalhadores, chamar a parar tudo, convocar a população a se mobilizar junto com os trabalhadores, para exigir dos governos e das autoridades medidas que garantissem os empregos? Avaliamos que sim.

Por isso, afirmamos que garantir a eleição de prefeitos e de vereadores do PSTU fortalece a luta e organização da classe trabalhadora.

Mas o PSTU não pede só o voto dos trabalhadores. Queremos também que os trabalhadores – do campo e da cidade – e os jovens que concordam com nossas ideias, com essa necessidade de transformação mais de fundo da sociedade, nos ajudem a avançar na construção de uma organização, que vá direcionar a luta rumo ao socialismo: essa organização é o partido revolucionário.

Essa ferramenta precisa ser construída desde agora. Precisamos fazer crescer o PSTU. Estabelecer laços do partido nos centros políticos, nos centros econômicos e populacionais mais importantes do país. Estabelecer laços com um amplo setor da população para, quando essa revolta ocorrer, possamos canalizar para uma revolução que vá transformar o país. Por isso, votar no PSTU, hoje, é fortalecer esse projeto.