Um programa para enfrentar a violência

Para enfrentar o problema da violência é preciso mudar o país. A começar por uma mudança radical na política econômica. Precisamos de um plano econômico voltado para as necessidades da ampla maioria e não de um punhado de banqueiros, para enfrentar problemas como o desemprego, o arrocho salarial e o baixo nível educacional.

O desemprego, por exemplo, pode ser resolvido através de uma série de iniciativas, como: 1) plano de obras públicas, com a construção de milhões de casas populares, para cobrir o déficit habitacional do país e absorver a mão-de-obra desempregada; 2) redução das horas trabalhadas, sem redução salarial, para empregar mais trabalhadores.

O arrocho salarial pode ser enfrentado com a duplicação imediata do salário mínimo, com um plano em direção ao salário mínimo do Dieese (R$ 1.447). E com o reajuste geral dos salários, corrigindo a inflação, ao menos desde o início do governo FHC.
O problema educacional pode ser encarado com a triplicação do orçamento federal para a educação. Isso possibilitaria implementar um plano real de educação para a juventude, assim como integrá-la em atividades de lazer.

Garantir esse plano custaria menos que um terço do que Lula vai pagar durante seu governo aos banqueiros (R$ 520 bilhões), com juros e parcelas das dívidas interna e externa.

Acabar com a impunidade
Para acabar com a impunidade é preciso começar prendendo os grandes criminosos, políticos, juízes e policiais corruptos. Sem atacar a impunidade “dos de cima”, será impossível reprimir o crime. A punição dos políticos corruptos terá, necessariamente, que incluir os grandes burgueses corruptores, com a prisão e a expropriação de seus bens.

Não existe reforma possível para as polícias atuais, completamente corrompidas. É preciso acabar com as polícias civil e militar e criar outra, organizada de forma completamente diferente.

Essa nova polícia deverá ser controlada democraticamente pela população, com delegados eleitos. Terá direito de sindicalização e de greve, para possibilitar um ambiente democrático, em que a base ajude a controlar a hierarquia. Terá salários dignos, e condições de trabalho no mesmo nível do restante do funcionalismo público. Os maus policiais serão punidos exemplarmente, em processos acompanhados pela comunidade.

Deverão ser criados, também, grupos comunitários de autodefesa, encarregados de controlar e trabalhar com a nova polícia nos bairros populares. Esses grupos seriam formados por associações de bairros, sindicatos e organizações populares.

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