Um programa anticapitalista contra o modelo neoliberal

Nestes oito anos de governo FHC vimos os ricos ficarem mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. O luxo e riqueza de uma minoria de banqueiros, industriais, comerciantes e latifundiários alimenta-se da fome, da miséria e ignorância da maioria dos trabalhadores e do povo. São as vacas magras da ganância e do lucro que se alimentam do sangue e suor dos que produzem a riqueza deste país.

O neoliberalismo possui uma lógica perversa. Para os trabalhadores reserva o Estado mínimo: desregulamentação trabalhista, arrocho de salários, cortes nos gastos públicos com saúde e educação. Para a burguesia, o Estado máximo: pagamento de juros astronômicos para banqueiros e especuladores que lucram com a dívida pública, privatização das estatais a preço de banana, incentivos fiscais e isenção de impostos.

Todo ano eleitoral os políticos da burguesia prometem mundos e fundos, só não dizem de onde vão tirar o dinheiro para cumprir com suas promessas, que sempre não passam de letra morta. E não o dizem por um simples motivo: porque é impossível garantir emprego, salário, moradia, terra, saúde, educação para os trabalhadores e o povo sem atacar decididamente lucros e propriedades dos grandes capitalistas.

Lula e o PT também prometem melhorar a vida dos trabalhadores e do povo, porém também não estão dispostos a tomar medidas radicais contra os lucros e a propriedade dos grandes capitalistas. O Instituto Cidadania busca vender a utopia reacionária de que é possível conquistar cidadania sob o neoliberalismo.

Para Zé Maria e o PSTU não será um programa que mantenha o cumprimento das metas impostas pelo FMI, siga pagando as dívidas externa e interna e proponha esmolas sociais compensatórias – bolsa-escola, bolsa-trabalho, programa de renda mínima, etc. – que garantirá o atendimento das principais necessidades e reivindicações da classe trabalhadora.

A urgência de um programa anticapitalista que se contraponha ao modelo neoliberal está posta de uma maneira dramática devido ao aprofundamento da crise econômica e social do país. As medidas que vamos propor aqui não são nenhuma novidade. A maior parte delas fazia parte dos programas de fundação do PT e da CUT, hoje abandonadas por suas direções, que passaram de armas e bagagem para a trincheira da economia de mercado e comportam-se como guardiãs do regime democrático-burguês.