Um novo chamado à Intersindical

Os desafios que estão colocados para a classe trabalhadora são enormes. Redução de salários, retirada de direitos, terceirizações e reformas neoliberais são apenas alguns dos ataques que o governo e a burguesia preparam para os trabalhadores.
Para enfrentar tudo isso, é fundamental que o movimento não esteja fragmentado, mas que, pelo contrário, some todas as forças no sentido de derrotar o projeto neoliberal. Como disse Janira Rocha, do Sindsprev-RJ, “o PSOL, o PSTU, a Conlutas, a Intersindical, enfim, as alternativas, isoladamente, por mais força, por mais representatividade que possam ter, não têm hoje capacidade de derrotar o projeto neoliberal”.

É por isso que a direção da Conlutas está chamando a Intersindical, da mesma forma que a todas as organizações que tenham esse objetivo, a se unir à Conlutas para oferecer aos trabalhadores uma alternativa que seja capaz de unificar os trabalhadores e torná-los mais fortes. Para a maioria dos que se pronunciaram, é necessário construir uma alternativa que abrigue os trabalhadores que estão no mercado de trabalho, que são bases dos sindicatos, mas também os movimentos popular e estudantil.

Nesse primeiro momento, o tema será tornado público na base da própria Conlutas, ou seja, toda a base deverá fazer essa discussão e contribuir. Sobre a fusão em si, o congresso deverá decidir, pois é a instância máxima da entidade e a mais representativa. “Qualquer decisão da Conlutas acerca do processo de fusão para a construção dessa nova organização é atribuição do seu Congresso, com a participação das bases dos sindicatos, das categorias, dos movimentos e das organizações que fazem parte da nossa organização”, disse Zé Maria.

Unir para quê?
O momento que os trabalhadores enfrentam exige que o movimento não limite a sua atuação às demandas imediatas e econômicas da classe trabalhadora. Essas são importantes, mas é necessário que se aprofunde o debate sobre estratégia. Para que não se repita o fracasso da CUT, as lutas terão de, necessariamente, estar ligadas à luta contra o capitalismo, com uma estratégia socialista de transformação da sociedade.

Outro debate importante é sobre como agrupar os diversos setores da classe. Ao mesmo tempo em que é preciso reunir não apenas sindicatos, mas também movimentos populares e estudantis, é necessário definir um centro de atuação. Para Zé Maria, a luta pela transformação socialista passa, prioritariamente, “pelos setores que estão diretamente organizados no mercado de trabalho, principalmente a classe operária, que tem papel central não só na luta da classe trabalhadora, mas também no projeto socialista que nós queremos construir”.

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