Trabalhadores franceses vão às ruas contra reforma da Previdência

Franceses na rua contra retirada de direitos
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Não é só no Brasil que o governo vem tentando atacar a Previdência pública. Na França, o governo do ultraconservador de Nicolas Sarkozy tenta aprovar uma reforma que retira direitos dos trabalhadores públicos. No último dia 18, milhares de trabalhadores, principalmente do transporte, cruzaram os braços e foram às ruas contra os ataques do governo francês.

O governo de Sarkozy quer acabar com o regime especial de Previdência de setores do serviço público. O governo pretende elevar o tempo de contribuição e a idade mínima dos trabalhadores públicos, entre outras medidas, igualando as regras de aposentadoria aos funcionários da iniciativa privada. Sarkozy tenta ampliar o tempo de contribuição para a aposentadoria integral dos atuais 37 anos para 40.

A paralisação atingiu a SNFC, companhia de trens, a companhia de transportes urbanos, RATP, a de eletricidade, EDF e a GDF, companhia de gás. Funcionários dos Correios e de comunicações, como as rádios RFI e France Info também pararam. Ao todo, as medidas da reforma atingem mais de 1,6 milhão de trabalhadores.

A greve levou o caos à França, parando o país durante todo o dia. Além disso, grandes mobilizações sacudiram o país. Em todo o território francês, mais de 300 mil saíram às ruas protestar contra o ataque.

Mobilização continua
Apesar da política do governo de dividir o movimento e da posição da direção da maior central do país, Central Geral dos Trabalhadores (CGT), de encerrar a paralisação, alguns sindicatos mantiveram a greve no dia 19. Os trabalhadores públicos denunciam a reforma de Sarkozy como um primeiro passo para mais um ataque geral contra a aposentadoria e os direitos trabalhistas na França.