Trabalhadores dos Correios impedem perseguição política em Pernambuco

Empresa demitiu trabalhadores e tinha cartilha ensinando a combater movimento grevistaOs trabalhadores dos Correios, após a greve de 2005, sofreram uma dura repressão em Pernambuco. Foi o ano em que o sindicato se desfiliou da CUT e que estourou o escândalo do Mensalão, através da CPI dos Correios. Foi descoberto que a empresa tinha uma cartilha que se chamava Greve: Como prevenir e desmobilizar. A empresa aplicou a risca a cartilha: aproximadamente um mês após a greve foram demitidos trabalhadores que eram a ligação entre o sindicato e as bases. Tais métodos nos Correios são comuns. Considerando que no edifício da sede em Pernambuco funcionou o SNI nos anos da ditadura militar.

Mas os trabalhadores não se intimidaram e seguiram lutando, com várias mobilizações nos locais de trabalho. A luta dos companheiros possibilitou que fossem reintegrados a maioria dos companheiros demitidos. Mas a empresa seguia demitindo e, na greve de 2006, descontou o ponto para retaliar os trabalhadores.

O SINTECT-PE, buscando coibir tal postura de perseguição política, ingressou com uma ação civil coletiva. A empresa foi condenada por motivar as demissões. O que quer dizer que a empresa não poderá mais demitir trabalhadores sem qualquer motivo, como fazia. Também foi condenada a indenizar o sindicato, no valor de cinco vezes o imposto sindical anual, e a pagar de volta o dia descontado da greve de 2006.

Essa condenação foi uma vitória importante para os trabalhadores. Através dela será possível uma melhor organização da base, pois agora não há mais o risco de os companheiros serem demitidos sem qualquer motivo. A luta agora é para que os responsáveis pelos atos autoritários e de perseguição política sejam punidos.