Trabalhadores da LG Philips fazem ato público e decidem manter greve

Na tarde desta quinta-feira, haverá audiência pública com o Ministério do TrabalhoNa manhã desta quinta-feira, dia 5, foi realizado em frente à LG Philips, em São José dos Campos (SP), um ato público em defesa do emprego e dos direitos trabalhistas. A manifestação contou com a presença de representantes de vários sindicatos, da Conlutas, PSTU e vereadores do PT joseense. Uma delegação de trabalhadores da LG Philips de Suzano esteve presente.

Na fala de todos, foi reafirmada a importância de que a luta em defesa do emprego seja assumida por toda a sociedade. A ausência de representantes dos governos municipal, estadual e federal, também foi criticada por todos.

Dirceu Travesso, da Conlutas, denunciou a manobra que a LG Philips está tentando fazer com o fechamento. “A empresa está querendo lucrar nas costas dos trabalhadores. Apesar de divulgar mentiras na imprensa, a verdade é que ela não quer pagar os direitos dos trabalhadores”, disse.

O deputado estadual, Carlinhos de Almeida (PT), disse estar solidário à luta dos trabalhadores da LG Philips e criticou a guerra fiscal, com a preferência dada à Zona Franca de Manaus. O deputado disse que levará ao senador petista Aloísio Mercadante, que estará em Taubaté nesta sexta, um documento relatando a situação na empresa e pedindo apoio para garantir o emprego e os direitos dos trabalhadores.

Assembléia decide manter greve e define atividades
Logo após o ato público, o Sindicato realizou uma assembléia com os trabalhadores, na qual foram votadas as duas propostas feitas pela empresa. Os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa, que continua exigindo a volta ao trabalho, mas não garante o pagamento dos direitos trabalhistas. Foi decidido manter a greve.

A LG Philips, apesar de divulgar informações inverídicas à imprensa de que está propondo pagar os trabalhadores, na verdade quer rebaixar os valores. Em relação aos lesionados, por exemplo, se propõe a pagar apenas 50% do valor. Além disso, quer abater do valor da indenização dos trabalhadores, o valor referente ao desconto do INSS da parte patronal. Além disso, limita em R$ 6.000 por trabalhador o valor da indenização.

Na tarde desta quinta, às 13h, será realizada uma audiência pública, em frente à empresa, com o Ministério Público do Trabalho, que vai ouvir dos trabalhadores sobre a situação na empresa. Na sexta-feira, uma comissão de trabalhadores vai para Taubaté tentar falar com o senador Aloisio Mercandante, e pedir o apoio do Congresso e do governo.

Na próxima terça-feira, dia 10, será realizada uma assembléia unificada de todos os turnos na porta da empresa, às 8h, para avaliar os rumos da mobilização. Na quarta, dia 11, uma delegação de trabalhadores da LG Philips de São José vai a Suzano participar de uma assembléia dos trabalhadores da LG Philips da cidade, também ameaçada de fechamento.

À tarde, haverá outra Audiência Pública, desta vez na Assembléia Legislativa de São Paulo, também para discutir a situação da empresa e a ameaça de fechamento.

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