Trabalhadores da GM dizem não a banco de horas

A direção da General Motors lançou mais um ataque contra os trabalhadores. A empresa propôs a contratação de 600 novos empregados na fábrica de São José dos Campos (SP), mas para “criar” estes postos de trabalho, a GM está tentando fazer chantagem, impondo como condição a criação de um banco de horas, com flexibilização da jornada de trabalho.

A GM também quer estabelecer que estes empregos tenham o prazo de um ano e que os novos trabalhadores contarão com um piso rebaixado, no valor de R$ 1.100. Além disso, quer congelar os salários de empregados remanejados da extinta fundição.
Os trabalhadores, porém, já sabem há muito tempo que fazer concessões aos patrões não garante emprego algum. Na GM de São Caetano, na Volks e na Ford do ABC, já foram feitos afastamentos temporários, PDV’s (Programa de Demissão Voluntária), redução de jornada com redução de salários e banco horas. E as demissões e condições de trabalho só pioraram.

Os metalúrgicos de São José, em duas assembléias, rejeitaram o “pacote” de medidas. Ao todo, oito mil trabalhadores participaram das assembléias. E, agora, a empresa ameaça investir em outras cidades (nas unidades de São Caetano, Gravataí ou em Rosário, na Argentina).

“Os trabalhadores estão indignados com mais este ataque. Até mesmo porque em São José há todas as condições para as contratações, afinal a empresa está com capacidade produtiva ociosa, enquanto os trabalhadores estão fazendo horas extras em excesso”, afirma Vivaldo Moreira, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Luta contra os ataques
Os metalúrgicos da GM de São José dos Campos lançaram um manifesto aos trabalhadores das outras unidades da empresa no Brasil e na Argentina, propondo construir uma luta articulada contra os ataques, em defesa do emprego e dos direitos. Propõem, ainda, uma mobilização em conjunto pelas mesmas reivindicações, assim como a formação de uma “Comissão Interfábricas dos Trabalhadores da GM”, para coordenar a luta.

nas mãos do capital privado, principalmente estrangeiro, um patrimônio que é dos trabalhadores do país.
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