Terra, agro-negócio e revolução

As empresas transnacionais têm o domínio de toda a cadeia produtiva e de comercialização no Brasil`OcupaçãoHoje, a agricultura mundial é dominada por grandes empresas transnacionais como a Cargill, a Continental, a ADM, a Louis a Dreyfus e a Bunge, responsáveis pela comercialização de 90% dos alimentos.

O imperialismo aplica uma política econômica no campo do Brasil (e em todos os países pobres) que garante, por um lado, o domínio das transnacionais sobre toda a cadeia produtiva e de comercialização e, por outro, impõe uma divisão internacional do trabalho em que os países pobres devem servir como produtores de matérias-primas para a exportação e compradores de produtos industrializados, gerando uma relação colonial entre os países.

Portanto, a meta do desenvolvimento rural é fomentar a agricultura de exportação e, concretamente, no Mercosul, o monocultivo da soja.
Praticamente, um terço da América do Sul está se convertendo em um imenso mar de soja.

Os pequenos produtores não têm como competir com grandes empresas transnacionais como a Cargill, que tem uma receita anual de US$ 60 bilhões. Ou com a Wal-Mart, maior empresa de comércio varejista do mundo, que faturou US$ 244 bilhões em 2003.

Essas grandes empresas determinam o que, onde e como produzir alimentos. Dados da CEPAL informam que 41% das exportações da América Latina são efetuadas pelas 10 maiores transnacionais que operam na região.

Post author Nazareno Godeiro, editor da revista Marxismo Vivo
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