Servidores enfrentam truculência policial na desocupação da Câmara de Teresina

O último dia 13 foi truculento para os servidores municipais de Teresina que ocupavam, desde 9 de maio, a Câmara Municipal, para evitar a aprovação do “reajuste” salarial em 1,5% para a categoria, proposto pelo prefeito Sílvio Mendes (PSDB). A Tropa de Choque da PM invadiu a Câmara e, utilizando gás de pimenta, forçou a retirada de quase cem servidores que acampavam no local.

Do lado de fora, mais policiais estavam de prontidão, inclusive com cães, para serem utilizados no caso de resistência por parte dos funcionários da prefeitura, que reivindicam, dentre outros pontos, reposição de 71% referentes às perdas salariais da categoria desde 1996.

Na ofensiva do aparato policial do governo Wellington Dias (PT), dois diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) saíram feridos.

Na desocupação do prédio, os servidores ainda tiveram que passar por um corredor lotado de policiais da tropa de choque, que por trás de escudos e cassetetes, gritavam palavras ofensivas aos manifestantes, na tentativa de aterrorizá-los
Antes de saírem do plenário, os servidores decidiram continuar acampados em frente à Câmara Municipal e prosseguir a greve por tempo indeterminado. Quando fechávamos esta edição, os servidores, na última segunda-feira, cercaram a Câmara e impediram os vereadores de entrarem, inviabilizando a votação do projeto de 1,5%. Agora já são 9 mil servidores que estão em greve contra o projeto.

Post author Daniel Solon, de Teresina (PI)
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