Ruptura com a Alca e o FMI, já!

A esquerda socialista brasileira, os movimentos sociais e ativistas que estão na campanha contra a Alca devem unir-se na luta pela derrota do projeto imperialista que vem sendo aprofundado pelo atual governo.

Parte da esquerda aceita ter cargos no governo, se submeter à disciplina do PT e, inclusive, votar as medidas imperialistas que o governo Lula quer fazer tramitar no Congresso de forma acelerada.

Outros companheiros colocam-se a favor da luta e contra tais medidas, porém inúmeras vezes poupam o governo. Acham que este está em disputa. Alguns chegam a afirmar que o governo é “nosso aliado” na luta contra a recolonização imperialista.
Na nossa opinião estes companheiros estão equivocados. Tal posição tende a buscar desviar o choque das lutas com o governo, quando o seu projeto – de coligação com a burguesia colonizada brasileira – é balizado pelos acordos com o FMI e enfrenta-se com os trabalhadores. Uma posição que poupa o governo semeia confusão, ilusões. Significa também abdicar da necessária e imprescindível construção de uma alternativa verdadeiramente de esquerda, revolucionária e impede de levar até o final a luta contra esse projeto de recolonização.

As ilusões e expectativas que a maioria do povo tem no governo serão usadas por este para acelerar as reformas que atentam contra a soberania do país e contra a classe trabalhadora.

É preciso por um lado dizer a verdade ao povo. E, por outro – na medida em que a maioria ainda confia no PT e em Lula – devemos todos exigir não apenas a ruptura imediata com a Alca e o FMI, mas também que Lula e o PT expulsem os ministros capitalistas do governo, rompam a aliança com a burguesia e governem para os trabalhadores, apoiando-se na mobilização e nos movimentos sociais para aplicar um programa que beneficie a maioria do povo.

Só um governo dos trabalhadores poderá realizar as mudanças desejadas pelo povo pobre deste país.

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