Reunião das centrais adia data do protesto nacional

Dia de lutas será em 14 de agosto; Conlutas foi contra e vai continuar promovendo mobilizaçõesEm reunião nesta segunda-feira, dia 18, as centrais sindicais decidiram, por maioria, indicar o dia 14 de agosto para realizar um protesto nacional contra as demissões. A data é a continuação da jornada iniciada no dia 30 de março.

Esta data foi proposta pelo MST que também adiou a semana de protestos que estava preparando para junho ou julho. A Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), que também estava na reunião, se posicionou contra o adiamento. Em nota, a Conlutas diz que esta data está muito distante e que “a situação segue se agravando e as demissões que seguem ocorrendo no país precisam de uma resposta mais rápida e contundente”.

A Conlutas informou que vai continuar promovendo mobilizações antes desta data. Além da campanha pela reestatização da Embraer, que está em curso, existe a ameaça de milhares de demissões na Vale já nos próximos dias. As centrais tiveram acordo em apoiar iniciativas referentes a essas campanhas.

As Centrais precisam preparar um dia de greve nacional
Na próxima reunião das centrais, será discutido o caráter do dia nacional de protesto. A Conlutas vem insistindo na necessidade de que as centrais assumam a organização de um dia de paralisação nacional em todo o país.

Dessa forma, se aumentaria a pressão sobre os patrões que estão demitindo e também sobre o governo e o Congresso Nacional, exigindo uma lei que proteja os trabalhadores contra as demissões. Até agora não se chegou a um acordo em relação a este tema, que voltará a ser discutido na próxima reunião.

A reunião definiu, ainda, o apoio de todas as centrais ao Projeto de Lei contra as demissões coletivas, que deve ser entregue ao Congresso Nacional na próxima semana. As centrais vão pedir uma reunião com o presidente Lula para exigir que o governo determine “urgência constitucional” para a tramitação deste projeto no parlamento. Assim, o Congresso teria 45 dias para votar a matéria, sob pena de trancar a pauta.

Ficou definido também apoio das Centrais à Campanha “O Petróleo tem que ser nosso! Petrobrás 100% Estatal!”. Na próxima reunião, será feita discussão com presença de dirigentes do setor. Participaram da reunião a Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CTB e CGTB.

*Com informações do Portal da Conlutas