Repressão e divisão para acabar com a greve do funcionalismo

Além de continuar intransigente, negando-se a negociar com os servidores públicos em greve, o governo Lula foi mais longe e passou a atacar duramente o movimento. Em negociação com representantes do funcionalismo, no último dia 29 de junho, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo vai “derrotar os servidores”.

O governo ainda afirmou que não iria negociar nada antes de setembro, dois meses depois da aprovação da Lei de Orçamento Anual, que define os investimentos para o ano seguinte. Ou seja, o governo Lula reafirma para este ano o ridículo “aumento” de 0,1%. Como se não bastasse, ainda ameaça recorrer à famigerada “Emenda 1.480”, do governo FHC, para cortar o ponto dos servidores em greve.

Os servidores da Previdência continuam enfrentando a intransigência do governo e a repressão da Justiça que, em São Paulo, definiu multa diária para o sindicato, para cada dia de paralisação desde o dia 14 de junho. A Justiça impôs R$ 10 mil de multa a cada dia de greve, dobrando seu valor a cada três dias.

Repressão é a tônica
A repressão contra a greve dos servidores tem sido a tônica do governo Lula. Agora, o governo, desesperado para evitar um desgaste ainda maior, esboça uma tática para dividir os servidores numa série de negociações rebaixadas.
Por isso, é fundamental que os servidores rechacem essa tática do governo e aprofundem a unificação da categoria e a radicalização do movimento de greve, como foi deliberado na Plenária Nacional dos servidores, realizada no dia 25 de junho.
Post author Paulo Barela, da Direção Nacional do PSTU
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