Reforma aprofunda superexploração das mulheres

A proposta de uma terceira reforma da Previdência se apresenta como mais uma iniciativa de nossos inimigos de classe para aumentarem seus lucros e privilégios à custa da destruição das condições de vida e trabalho das mulheres trabalhadoras.
A política é aumentar o tempo de contribuição das mulheres, que já têm múltiplas jornadas de trabalho. Desconsidera-se o fato de que essas estão subordinadas a duplas e triplas jornadas de trabalho e que ganham em média 30% a menos que os homens.

Outra proposta, recentemente aprovada no Senado, foi a de uma suposta licença-maternidade de seis meses para as mulheres que trabalham na iniciativa privada. Esta licença é facultativa às empresas que “quiserem concedê-la”. As que aderirem, ganharão isenção fiscal que pode chegar a R$ 500 milhões ao ano.
Como podemos perceber, essa é mais uma medida que não serve às trabalhadoras, mas à burguesia – que economizará milhões ao aderir à proposta – e ao Estado e governo, que se desresponsabilizam de arcar com suas obrigações e enxugam os gastos públicos em nome da aplicação das medidas impostas pelo FMI.

Além disso, tal medida caminha no sentido de facilitar a reforma trabalhista, abrindo precedente para o corte da licença-maternidade.
Precisamos combater tais propostas e encabeçar um amplo movimento contra o aprofundamento da precarização do trabalho feminino, que é um mecanismo do capitalismo para aumentar seus lucros, rebaixando as condições de vida de toda a classe trabalhadora.

Post author Janaina Rodrigues, da Secretaria de Mulheres do PSTU
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