Que os ricos paguem pela crise

A realidade cumpriu o papel de desfazer o discurso do governo Lula, sobre suposto descolamento da economia do país.

A tão propalada reserva internacional, que chegou a ultrapassar os US$ 200 bilhões, e teria transformado o Brasil em “credor internacional”, não passa de um castelo de areia formado por capitais especulativos de curto prazo, que podem virar pó da noite para o dia. O Brasil teve que recorrer a uma ajuda de US$ 30 bilhões do Fed, o banco central dos EUA.

As remessas de lucros ao exterior explodiram nos últimos meses, a fim de cobrir prejuízos das matrizes. Aumentou também a fuga de capitais e o dólar disparou. A balança comercial sofre um duro golpe e caminha para o déficit. As férias coletivas prenunciam uma onda de demissão e desemprego.

É necessário um programa dos trabalhadores para enfrentar a crise. No lugar de garantir bilhões aos bancos, estatizar o sistema financeiro sob o controle dos trabalhadores, a fim de que este sirva a população e não aos especuladores. Da mesma forma, é necessário impedir a fuga de capitais especulativos e dos lucros ao exterior, estatizando as empresas multinacionais.

Ao invés de férias coletivas, o PSTU defende a total estabilidade no emprego, com a estatização das empresas que insistirem em demitir.

Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, para gerar mais empregos. O não pagamento da dívida pública, direcionando esses recursos a um plano de obras públicas, e absorvendo a mão de obra desempregada.

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