PSTU lança Secretaria LGBT em Fortaleza

Movimento gay de fortaleza tem um instrumento para lutar no combate a homofobia!No dia 25 de junho foi lançada na capital cearense a Secretaria LGBT do PSTU, da Regional Fortaleza. Embalados pelo mês de atividades que acontecem no mundo em prol do Dia Internacional do Orgulho Gay, a Secretaria vem mostrar para os militantes do partido, amigos, simpatizantes, movimentos sociais e partidos de esquerda a disposição política em realizar o debate em torno do combate às opressões.

A atividade aconteceu na sede do partido, onde foi exibido um vídeo que apresentava a complicada situação social homofóbica colocada para os LGBT´S e, em seguida, foi realizada uma mesa com o tema “A homossexualidade e perspectiva revolucionária”. No plenário, contamos com a presença de 35 pessoas, entre estudantes, militantes do movimento estudantil, sindical, além da presença de militantes do PSOL.

Organização e luta
A Secretaria LGBT de nossa regional tem o objetivo de abrir um canal de diálogo amplo e profundo não apenas com quem se identifica com o PSTU, mas com o conjunto da sociedade e, principalmente, com um número cada vez maior de gays e lésbicas que, compreendendo que a única forma de conquistar nossos direitos é a organização e a luta.

Ressaltamos que estamos dando seqüência a uma discussão viva e presente em nosso partido desde o inicio da década de 80 quando, ainda na Convergência Socialista, ajudamos a impulsionar um movimento homossexual organizado que ganhou as ruas e exigiu respostas por parte dos setores organizados da sociedade.

No dia 27 de junho estivemos em unidade de ação com ANEL e PSOL, formando um bloco socialista na Parada do Orgulho Gay de Fortaleza, com faixas e nota política pra dialogar com os LGBT´s que buscam uma alternativa política como forma de manifestar o Orgulho Gay.

Nossa secretaria não se propõe a organizar atividades e fazer debates somente no mês de junho. Estamos nos propondo a acontecer na cidade, aproveitando a parceria que o partido tem com os movimentos sociais.

Reivindicamos a disputa de um projeto revolucionário que possa contribuir para a construção de um programa que rompa com a sociedade capitalista e que nos ajude a associar a luta dos homossexuais com a luta mais geral pela transformação radical da sociedade. É impossível se imaginar que a discriminação e o preconceito irão acabar simplesmente através da luta específica e isolada de gays e lésbicas, travestis e transgêneros.