PSTU divulga nota em apoio à greve das professoras da educação infantil de Taboão da Serra (SP)

Trabalhadoras exigem atendimento das reivindicações

Partido se solidariza com as trabalhadoras da educação e exige do governo do PSB/PT a imediata abertura de negociação. Leia abaixoNegociação já! Pelo atendimento de todas as reivindicações das grevistas!

As Professoras Assistentes de Desenvolvimento Infantil (ADI’s) da rede municipal de Taboão da Serra (SP) iniciaram uma greve no dia 28 de maio. Elas reivindicam 60% de reajuste para o funcionalismo (salário e cartão alimentação); o reenquadramento das professoras ADI’s no estatuto do magistério; vale transporte; plano de saúde, além do não desconto dos dias parados da greve.

Estas profissionais trabalham nas escolas municipais infantis (berçário, maternal e Jardim) e nas salas de aula do Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano, mas não são reconhecidas como professoras pela administração do PSB-PT do município. Este direito ao reenquadramento como professoras já foi conquistado em outros municípios do estado, como Osasco, Guarulhos, Paulínia e São Bernardo do Campo. Até agora, o prefeito Evilásio Farias (PSB) recusou-se a receber a Comissão de Negociação das grevistas.

A greve das Professoras ADI’s está falando por todos nós, trabalhadores e trabalhadoras de Taboão. Estas mulheres grevistas e suas lideranças estão dando um exemplo de luta, organização e coragem. Abandonadas pelos seus sindicatos pelegos (SindTaboão/CUT e Siproem/Força Sindical), organizaram-se na Comissão Independente de Professoras ADI’s e foram para a luta.

A greve acontece na mesma semana em que explodiu a aliança do PSB-PT, do prefeito Evilásio e do vereador Wagner Eckstein (PT), fazendo voar livres nomeados e puxa-sacos para todos os lados. Mais um capítulo da crise que se abateu sobre o governo municipal com os escândalos da “Máfia do IPTU” (Grande$ empresa$ & Prefeitura & Câmara Municipal), até hoje impunes. O governo do Dr. Evilásio está afundando que nem o Titanic, e os ratos estão pulando fora do barco.

A heroica greve das ADI’s está desmontando a falsa propaganda da “cidade educadora”, cujo governo paga um salário miserável de R$ 835,00 e trata com desprezo as profissionais responsáveis pela fase mais importante da educação de nossos filhos: a infância.

O vereador Wagner (PT), na última seção da Câmara, na presença das ADI’s, tentou se desculpar por esta situação deplorável. Reconheceu o fato do seu governo nestes quase 8 anos ter mantido o arrocho de salários e de direitos da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras da prefeitura. Esta “herança maldita” foi deixada pelo prefeito anterior, Fernando Fernandes (PSDB): salários de R$ 730,00/R$ 850,00, sem vale transporte, sem convênio médico, sem vale refeição, etc.

Faltou ele dizer que o seu governo inaugurou o regime de semi-escravidão das (os) PAP’s (Programa de Apoio Profissional), que usa verbas do governo federal para pagar a miséria de R$360,00 a chefes de família (na maioria mulheres e negras), para fazer merenda, limpar escolas, lavar banheiros e fazer obras de infraestrutura da cidade, como o piso da Praça Nicola Vivilechio!! E que a cada dois anos são descartadas (os) para a contratação de uma nova leva de semi-escravos.

E o que o vereador/candidato propõe para resolver estes problemas? Que os trabalhadores votem nele… agora para prefeito. Mais uma vez o canto de sereia dos políticos que nas eleições fazem discursos e promessas, mas quando estão no governo massacram o povo pobre trabalhador.

Mas a greve das ADI’s tem o grande mérito de falar a todos os trabalhadores: vocês não devem esperar nada de “mão beijada” dos políticos oportunistas, mas organizar a sua luta independente dos patrões e do governo. Só a luta pode melhorar a vida para melhor!

Com sua greve, as ADI’s mantém o nosso município no mapa mundial das lutas contra a exploração e a opressão capitalista, somando-se a milhões de trabalhadores de norte a sul do Brasil e de leste a oeste do planeta. Seguindo o exemplo dos nossos valorosos camaradas do MTST, que seguem também na sua luta pela moradia e pelos direitos do povo que constrói as riquezas da nação.

O PSTU tem enorme orgulho de estar ao lado destas lutadoras e do conjunto do funcionalismo municipal, não apenas nesta greve, mas também em todos os momentos de sua organização nos últimos anos. Não somos daqueles que vem fazer discursos “revolucionários” na frente dos trabalhadores e depois os chamam a votar nos candidatos da direita racista do PSDB, chefiados pelo governador Alckmin, o carrasco que massacrou os moradores do bairro Pinheirinho de São José dos Campos.

Nas eleições de outubro, o PSTU estará mais uma vez junto com os trabalhadores, apresentando uma plataforma política de defesa dos direitos do povo trabalhador e construindo uma aliança com todos os setores que vem encabeçando as lutas em nossa cidade. Vamos apresentar candidaturas de homens e mulheres que estão na liderança destas lutas e para isso estamos construindo, junto com os companheiros do PSOL, uma Frente de Esquerda Socialista.

Nem o candidato da direita que massacrou o Pinheirinho, nem o candidato da falsa esquerda que massacra os servidores públicos do Taboão! Por uma Frente de Esquerda Socialista (PSTU-PSOL)

Com as ADI’s até a vitória!

BAIXO-ASSINADO
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