Professores e funcionários também param no Rio de Janeiro

No último dia 6, uma assembléia com cerca de dois mil trabalhadores da educação do Estado do Rio de Janeiro aprovou a realização de uma greve por tempo indeterminado. A categoria exige reajuste salarial de 34,62% e o fim da atual política de gratificação que na prática acaba com a isonomia dos trabalhadores.

Os trabalhadores denunciam o desmonte do ensino público realizado pelos governos Garotinho e Rosinha Matheus, ambos do PMDB. Nos últimos dez anos os servidores não tiveram absolutamente nenhum reajuste. De acordo com os grevistas, se o governo fosse obrigado a realizar um aumento salarial, calculando as perdas registradas, o salário dos servidores deveria ser elevado em 76%.

Até agora o governo se mantém intransigente e não abriu nenhuma negociação. Segundo avaliação dos dirigentes da greve, cerca de 50% da categoria se encontra parada e a luta agora é para unificar o conjunto do funcionalismo do Estado. “O governo quer dividir os servidores, mas nós temos que batalhar pela unidade em torno do reajuste de 34,62%”, disse Alex Sandro dos Santos, professor do Estado.

No momento em que fechávamos essa edição, além dos trabalhadores em educação, policiais civis e os professores da Escola Técnica estavam em greve. Professores e funcionários da UERJ também estão se mobilizando e podem deflagrar greve.
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