Primeira Parada LGBT de Maringá reúne duas mil pessoas


Bloco com ativistas da ANEL e militantes do PSTU e do PSOL dá caráter político à ParadaNo domingo, 20 de maio, cerca de duas mil pessoas participaram da 1ª Parada Gay de Maringá. Apesar de reivindicarmos a importância da marcha, que representa uma vitória contra os setores conservadores de nossa cidade, infelizmente a organização do evento foi marcada pela despolitização e pela ausência de bandeiras de luta contra a homofobia e das reivindicações LGBTs.

Ao contrário de outros grupos políticos que estiveram na organização do evento, dentre eles o PCdoB, nós, do PSTU, buscamos participar da Parada com um critério políticos, levantando discussões sobre a criminalização da homofobia e a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas, ambos os projetos do governo federal que até hoje não foram implementados.

Também questionamos os crimes contra homossexuais em nossa região, onde somente este ano seis transexuais foram assassinados em Maringá e vários ataques homofóbicos foram destinados a Parada Gay, inclusive uma incitação de violência proferida por um funcionário da Jovem Pan no facebook.

Durante a marcha, uma coluna com aproximadamente 80 pessoas, formada por membros e simpatizantes do PSTU, PSOL e ANEL, animou a primeira fileira do ato, puxando palavras de ordem, agitando bandeiras e distribuindo panfletos à população. Este diferencial chamou atenção dos participantes, que vinham parabenizar nossa atuação e inclusive marchar conosco.

PCdoB: Golpe e falsificação na Parada Gay
Desde o início da organização, o PCdoB monopolizou todas as atividades da Parada. Avizinhando-se as eleições municipais, sabemos claramente quais os reais interesses deste partido com a publicidade da marcha: Angariar votos do público LGBT para seu partido e seus candidatos.

Porém, esses votos só são possíveis a partir da despolitização do evento. Como o PCdoB conseguiria votos dizendo que seu partido apoiou a troca o kit anti-homofobia pela cabeça de Palocci? Mas de golpes e manipulações, este partido entende muito bem. Ao final do ato, simplesmente cancelaram as falas que estavam programadas das entidades em um claro golpe contra as demais entidades, que podiam questionar a política do PT e inclusive do PCdoB para os LGBTs.

Se não fosse o suficiente, membros do PCdoB divulgaram a participação absurda de 8 mil pessoas no ato, recorrendo a velha tática de falsificação do stalinismo. Qualquer pessoa que tivesse um mínimo de bom senso perceberia que esse número seria exageradamente falso.

Nós, do PSTU, participamos do ato e reivindicamos a luta contra a opressão como a única saída para o fim da homofobia, da violência contra homossexuais e pelo direito à igualdade. Mas também cabe a nós, a denúncia daqueles que querem se aproveitar dessas causas para se auto-promoverem, conseguirem votos e mais uma vez trair o público gay que tanto sofre com a secundarização de políticas específicas para suas causas.