Porto Alegre para os trabalhadores

PSTU lança pré-candidatura de Érico Corrêa a Prefeitura de Porto AlegreEm 2012, o PSTU quer disputar, com a candidatura de Érico para prefeito, o espaço de esquerda que existe historicamente na cidade. Érico faz parte da corrente Construção Socialista (CS), que rompeu com o PSOL neste ano.

A pré-candidatura expressa a aproximação entre a CS e o PSTU. As duas organizações, que atuam com uma política muito próxima na CSP/Conlutas e no CPERS (sindicato dos professsores), desde a saída da CS do PSOL vêm construindo relações que permitem apresentar a candidatura, avançando na militância comum e materializando acordos programáticos.

Queremos avançar ainda no espaço conquistado pelo partido, que por duas vezes colocou Julio Flores entre os mais votados para vereador, não assumindo uma vaga na Câmara em função do quociente eleitoral. A pré-candidatura de Érico foi lançada no dia 30 de setembro, em um importante ato público. Agora, divulga-se um manifesto, como alternativa à esquerda para os trabalhadores e a juventude.

A candidatura de Érico será a única que representará o que acontece na luta da classe trabalhadora. Como parte da direção da CSP-Conlutas e na presidência de um sindicato de servidores estaduais, Érico tem assumido um papel de liderança nas lutas, seja contra o governo de Yeda Crusius (PSDB) seja contra as medidas do governo Tarso Genro (PT). Sua militância no Fórum dos Servidores Públicos, e em unidade com a direção do CPERS, tem sido determinante para manter um setor do sindicalismo com autonomia e independência.

Cada vez mais iguais
Porto Alegre tem passado por uma alternância de poder entre projetos cada vez mais parecidos. Hoje é administrada pelo PDT, com José Fortunati, que era vice de José Fogaça, que ganhou a eleição em 2004, como PPS, e depois se reelegeu pelo PMDB. Em 2010 Fogaça saiu da prefeitura para concorrer a governador e Fortunati assumiu, mantendo o governo a serviço dos empresários, com seu nome envolvido em escândalos, e atacando o serviço público. Esta não é a saída que os trabalhadores precisam.
Antes de Fogaça, Porto Alegre foi administrada por 16 anos pelo PT. Foi uma das primeiras capitais aonde o PT governou. Após quatro mandatos, o PT perdeu a prefeitura e diminuiu seu espaço por se tornar um partido da ordem, a serviço do Capital.

O PCdoB de Manuela d’Ávila não pode ocupar o espaço da esquerda socialista, pois sempre foi aliado do PT, fez aliança com o PPS nas eleições passadas e está envolvido em denúncias de corrupção no Ministério dos Esportes.

O PSOL, que poderia ser parte de uma frente de esquerda, em 2008 aliou-se ao PV na cidade e recebeu dinheiro da Gerdau e de outras empresas, de grande porte. Assim, vem se convertendo num partido que abandona princípios da classe trabalhadora, como o da independência de classes.

Quem somos
“A Construção Socialista é uma organização de ativistas sindicais, mas sua atuação nunca se limitou à intervenção no movimento. Fomos militantes do PT e da CUT até 2003. Fundadores do PSOL, rompemos com este partido por não concordar com a sua adaptação cada vez maior à democracia burguesa e entre outros motivos o aprofundamento do eleitoralismo, se utilizando da política do vale-tudo para manter mandatos e tentar aumentar o numero de parlamentares.

A CS, ao contrário, sempre se colocou a serviço de ajudar a organizar os trabalhadores e a juventude nas suas lutas e defendendo que as mesmas estejam ligadas à luta estratégica pela tomada do poder pelos trabalhadores.
Nossa identidade com o PSTU existe há muito tempo, enquanto referência do programa para a revolução socialista. Também, pela militância cotidiana nos sindicatos, anteriormente na CUT e agora na CSP-Conlutas e na ANEL.

Com a saída do PSOL e a decisão da CS de buscar se constituir como parte de uma organização internacional revolucionária, iniciamos um processo de discussão com o PSTU.

Neste sentido, a pré-candidatura do companheiro Érico, dirigente da nossa organização, à prefeitura de Porto Alegre, além de estar a serviço da construção de uma alternativa socialista para a capital, é parte desta aproximação política, também no campo eleitoral.”
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