Plebiscito em Salvador terá pergunta sobre transposição

Plenária histórica impulsiona campanha em Estado governado pela frente popularNo dia 16 de agosto, convocadas pela Conlutas de Salvador, as entidades que compõem o Comitê Estadual da Campanha do Plebiscito realizaram uma plenária para discutir a realização do Plebiscito em Salvador e no restante da Bahia. A plenária contou com a participação de 40 pessoas do Comitê Baiano e do MST, CNBB, CONLUTAS, Sinasefe, ANDES, ADUCSAL, ADUNEB, Centros Acadêmicos da UFBA e UNEB, além das oposições sindicais da APLB, da APUB e Químicos. Em um Estado onde o PT e PCdoB/CSC dirigem majoritariamente os sindicatos e entidades estudantis (além de governar o estado e participar da prefeitura de Salvador), essa plenária representa a reorganização do movimento na cidade e a disposição de tocar a luta dos trabalhadores por fora das amarras dos governistas e realizar um plebiscito vitorioso.

Cecília Amaral, do ASSIBGE/SN, falou em nome da Conlutas, reforçando a necessidade de fazer o Plebiscito com as quatro perguntas e denunciando a política divisionista e governista da CUT e UNE que farão o plebiscito somente com uma pergunta; além de convocar todos a construir a marcha à Brasília em outubro. Marlene da CNBB falou em nome do Comitê Baiano reforçando a necessidade de unir forças para fazer deste um plebiscito tão vitorioso quanto foi o da ALCA em 2002. Vera pelo MST saudou a iniciativa da CONLUTAS e reforçou o compromisso do MST com o Comitê Baiano e o Plebiscito. Raiza Rocha do DA de Comunicação Social/UFBA e da Conlute relacionou as perguntas do plebiscito aos problemas que a juventude sente na pele.

Zacarias, em nome do PSTU, chamou os ativistas a não desistir das lutas pelo fato do PT e PCdoB terem passado paro o outro lado, e convocou os que querem construir o plebiscito a participarem das atividades na sede do PSTU, que até o dia 7/09 será um comitê com palestras toda quarta-feira e distribuição de materiais do plebiscito.

O sentimento de todos os participantes foi de ganhar as ruas, locais de trabalho e estudo para construir comitês, debates e finanças para garantir a reprodução das cédulas para o plebiscito nos dias 1 a 7 de setembro. Além das quatro perguntas, na Bahia foi incorporada uma quinta, sobre a transposição do Rio São Francisco.

A plenária tirou como encaminhamento fortalecer o Comitê Baiano com a participação da Conlutas e demais entidades que a compõem; discutir em cada entidade, local de trabalho, estudo e moradia a construção de comitês e a discussão das perguntas do plebiscito, além de organizar locais de votação. Os próximos passos serão discutidos na reunião do comitê estadual que ocorre nas terças na Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia (AEABA), às 18 horas.