Petroleiros resistem à tentativa de retirada de direitos da Petrobras

Desde o final do ano passado, a Petrobras vem ameaçando cortar o pagamento das horas-extras de feriado para os trabalhadores do turno. Em 1999, ela comprou esse direito no país inteiro, exceto na Replan, onde os trabalhadores conseguiram uma liminar impedindo a empresa de fazer isso.

No início desse ano, a Petrobras já descumpriu o acordo coletivo e não pagou o adiantamento da PLR. Agora ameaça todos os trabalhadores da Replan que entraram após 1999 com o corte do pagamento das horas-extras nos feriados.

Mas a categoria reagiu. Realizou uma paralisação de 24 horas no dia 18 de fevereiro, mostrando a disposição para lutar. À exceção dos pelegos tradicionais, a adesão da categoria foi massiva, deixando claro que não está disposta a negociar seus direitos.

A participação de companheiros de diversos sindicatos e entidades nos piquetes para barrar as “pelegovias” mostrou o tom da unidade que devemos construir: a unidade para lutar. Está marcada para dia 2 de março uma greve de cinco dias como continuação da luta pela manutenção do pagamento de horas-extras no feriado.

Como muitos já perceberam, o não-pagamento do adiantamento da PLR e agora a tentativa de retirar o pagamento das horas-extras dos feriados são apenas os primeiros ataques da empresa. Aqui é a tentativa de fazer com que os trabalhadores paguem pela crise, abrindo mão dos seus direitos. Isso depois da Petrobrás ter recorde de lucros e anunciar um megaplano de investimentos até 2013.

Nossa resposta será firme e forte: não a redução de direitos! Os ricos que paguem pela crise!
Devemos garantir a unidade com os petroleiros de todo o país, incorporando a luta pela PLR máxima e linear nas nossas mobilizações e exigindo a volta do pagamento da hora-extra no feriado para toda a categoria.

É por essa unidade na luta que o Sindicato deve se incorporar às mobilizações que acontecerão no dia 1º de abril. Será um dia nacional de mobilizações em todo o país, contra o desemprego e ataque aos direitos. Da mesma forma, deve exigir que a Frente Única dos Petroleiros e a CUT também se incorporem nesse calendário de mobilizações. Essa é a unidade que queremos ver!