Pedro Simon não é nosso!

No final de semana de 19 e 20 de agosto, o site de campanha da deputada Luciana Genro noticiava que “Pedro Simon já é nosso”. Este era o título de uma reportagem que comentava o apoio do senador do PMDB gaúcho a Heloísa Helena. A matéria foi retirada do site na segunda-feira depois de várias manifestações contrárias a este lamentável episódio. A direção do PSOL (MES) justificou dizendo que foi um erro do jornalista responsável pela página.

Menos mal se este fosse um episódio isolado e um erro como afirmam. Mas, tal comemoração ao suposto apoio de Simon a Heloísa está em concordância com a visão de Roberto Robaina, que considera progressivo o apoio de setores do PMDB e do PDT, como mínimo.

Em um debate promovido pela RBS, na noite do dia 22 de agosto, Roberto convidou o deputado federal Alceu Collares a apoiar da candidatura de Heloísa Helena.

Na outra visita de Heloísa a Porto Alegre já tinha ficado constrangedor ver políticos como Simon e Collares cortejando a candidata e não terem sido atacados por ela ou por alguém do PSOL.

O apoio de Simon não soma na campanha da Frente de Esquerda no Rio Grande do Sul. Este velho político do estado já foi governador e os trabalhadores em educação fizeram uma greve de 92 dias para derrotar o arrocho salarial. Além do mais, Simon é o grande arquiteto do governo Rigotto que flertou permanentemente com Lula e governa para os ricos do Estado. Neste momento Simon, junto com os outros dois senadores do Estado, avalizou o Pacto pelo Rio Grande, que é privatista, neoliberal e prevê o congelamento dos salários dos servidores por quatro anos.

Já Collares é lembrado pelos trabalhadores em educação como um governador autoritário e odiado pela implementação do calendário rotativo nas escolas gaúchas. Além disso, o PDT no RS é um partido que representa um amplo setor de fazendeiros do Estado.

Nós do PSTU nos somamos a todos e todas, que estão no PSOL ou fora dele, e repudiam esta linha política de buscar ou aceitar passivamente apoio de políticos que foram e são inimigos dos interesses dos trabalhadores e da juventude.

Além de ser contra um dos pontos do manifesto da Frente de Esquerda nacional, que defende contra qualquer apoio ou aliança com candidatos ou partidos da burguesia, este “namoro” no Rio Grande do Sul vai contra o próprio slogan do PSOL “um novo partido contra a velha política” e contra as várias declarações da própria Heloísa, de “guerra aos senhores”, contrário às elites do país.