PCdoB no fundo do poço

Ativistas do partido devem refletir sobre seu futuroNo início do governo Lula, o PCdoB ocupou um lugar marginal no governo, beneficiando-se das migalhas do poder. No entanto, isso mudou com a eleição de Aldo Rebelo para a presidência da Câmara.

Aldo, quando foi coordenador político do governo, votou a favor da liberação dos transgênicos e das reformas neoliberais e depois encaminhou a pizza no Congresso nas investigações de corrupção.

Para se reeleger presidente, o deputado defendeu o aumento dos salários dos deputados em R$ 24.500. Para isso teve o respaldo de seu partido, que divulgou uma nota no dia 19 de dezembro defendendo o aumento e atacando uma suposta “‘corrosiva investida’ da mídia e de setores conservadores contra o Congresso Nacional”. Pressionado pela opinião pública, Aldo recuou.

Além de contar com o apoio do PFL de ACM para se reeleger, Aldo também procurou o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e chegou a dizer que ele fez “um bom trabalho pela reforma agrária”. Um verdadeiro absurdo e desrespeito à memória dos sem-terras massacrados sob o governo tucano.

Longe de ser um fato isolado, o PCdoB caminha rumo à mais completa degeneração. É só ver Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional do Petróleo e dirigente do partido. Sob seu comando, reservas estratégicas de petróleo estão sendo entregues a petroleiras estrangeiras.

Nesse momento é muito importante que militantes honestos, que ainda acreditam no socialismo e permanecem na base do PCdoB, reflitam profundamente sobre os rumos de seu partido.

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