Operários da construção civil de Fortaleza entram no segundo dia de greve


Trabalhadores não se intimidam com cerco policial e fazem novo ato

No segundo dia de greve dos operários da construção civil de Fortaleza, cerca de 80% dos canteiros de obra estão paralisados. Hoje (24), a greve se ampliou pela região metropolitana da capital cearense.

Mesmo com toda repressão policial, que tenta impedir os trabalhadores de fazerem qualquer tipo de mobilização na área chamada por eles de “espaço da Fifa”, a categoria garantiu uma grande passeata, às 9h, na avenida Beira Mar, conhecida como centro hoteleiro da cidade.   A atividade foi seguida de uma assembleia.

A Polícia Militar fez uma barreira fechando o acesso à Beira Mar, para tentar impedir que os manifestantes ocupassem a avenida. Várias viaturas do Batalhão de Choque também estavam no local.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza (STICCRMF) denuncia que as empresas, de forma truculenta e irresponsável, saíram da mesa simplesmente por se recusarem a discutir plano de saúde, segurança e melhores condições de trabalho.

A categoria mantém suas reivindicações que envolvem 15% de reajuste salarial, cesta-básica de R$ 150, plano de saúde, um acréscimo de 5% de vagas exclusivamente para mulheres nos canteiros de obras, hora-extra no trabalho aos sábados de 100%, auxílio-creche, e a criação do dia do trabalhador da construção civil.

Passeata reuniu 5 mil
No primeiro dia da greve, iniciada no dia 23 de junho, os operários realizaram uma passeata de mais de 5 mil trabalhadores, que percorreu a Avenida Beira Mar. Mesmo com o cerco feito PM, que impediu que o ato fosse finalizado no Centro de Mídia Internacional, o protesto seguiu pela orla. O ato, que ocorria no mesmo dia do jogo entre Brasil e Camarões, também se contrapõe aos gastos e desamandos cometidos pelo governo para a realização da Copa.