Oficinas discutem raça, gênero, opressão sexual e a luta pelo passe-livre

A oficina “A homossexualidade e as leis do mercado”, contou com a participação de 50 pessoas e foi coordenada por Soraya Menezes, da ALEM (Associação de Lésbicas de Minas Gerais) e da Secretaria Nacional GLBT do PSTU. Teve a participação de mais cinco entidades do movimento GLBT. O objetivo foi mostrar como a questão da homofobia está intrinsecamente ligada à forma de organização social no capitalismo.

“A mulher trabalhadora e o governo Lula” foi o tema da oficina realizada pela Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU. Cerca de cem pessoas, entre militantes do PSTU, PT, PV e independentes, participaram do debate. Ana Luiza Figueiredo, da Fenajufe, e Vanessa Portugal, da CUT Metropolitana da Grande BH e do Sindute, foram as palestrantes. A necessidade de se ampliar a organização das mulheres na luta contra as reformas foi uma das principais propostas da oficina.
A oficina “Globalização, Racismo e Políticas Públicas” reuniu mais de cem pessoas. Wilson H. Silva, coordenador da oficina e da Secretaria Nacional de Negros e Negras do PSTU disse que: “A questão das políticas públicas não se resume a cotas, mas tem que estar associada a um projeto global e ser financiada com os recursos do não pagamento da dívida externa”.

A onda de protestos contra o aumento do passe de ônibus foi o tema da oficina “A Revolta do Buzu e a luta da juventude pelo passe-livre” realizada pelo Movimento Ruptura Socialista e pela Juventude do PSTU. Estiveram na mesa Bruno Nareba, diretor da UBES pelo MRS, Fiore Trisi, ativista de Salvador que participou da Revolta do Buzu e Jorjão, membro do Comitê de Luta de Jovens Desempregados. Júnior, da executiva da UNE, mediou a discussão. Jorjão reforçou que o passe livre é um direito, não uma esmola, e criticou os projetos que prevêem o desconto do passe ao estudante através de subsídios do governo. “Temos de ir fundo no problema e atacar os lucros da empresa”, disse.
Fiori, que ficou preso por cinco dias durante a revolta do Buzu, denunciou a política da UNE e da Ubes: “Fizeram um acordão com o governo e traíram os estudantes”.

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