O que 2005 nos reserva?

Ao chegar ao fim de 2004, é justo pensar o Ano Novo como realmente novo.

Não será nenhuma novidade que tenhamos em 2005 mais reformas neoliberais do governo. O governo do PT tentará impor a reforma Sindical, como em seu momento foi a da Previdência e, depois, será a Trabalhista.

A fome continuará a crescer no país do Fome Zero. O desemprego não terá nenhuma redução real, mesmo com o crescimento econômico. Os salários continuarão arrochados, enquanto os juros e os lucros dos bancos seguirão crescendo.

Tampouco será novidade se novas denúncias de corrupção explodirem sobre o governo petista, como no caso Waldomiro. Ou como as compras de votos de FHC, em seu governo.

Alguém se surpreenderá com novos tiroteios nas favelas do Rio de Janeiro? Ou com uma onda de assaltos em São Paulo? Ou com a violência policial nos bairros pobres das cidades?

Os novos prefeitos eleitos trarão outra frustração a seus eleitores, traindo tudo aquilo que prometeram. Aliás, como em todas as eleições em que vencem o PSDB, o PFL, o PMDB e até o PT e o PCdoB.

Ninguém ficará surpreso com novas ofensivas militares de Bush, como no Iraque. Ou,
ainda, com os massacres israelenses sobre os palestinos. Tampouco será surpresa o aumento da resistência iraquiana ou a continuidade da Intifada palestina, que seguirão desequilibrando os enormes exércitos norte-americano e israelense.

O novo que pode ocorrer em 2005 será o crescimento de uma alternativa de esquerda contra tudo isso. O novo será a construção da Conlutas e da Conlute contra as direções governistas da CUT e da UNE. O novo será o crescimento e o fortalecimento do PSTU como partido revolucionário, como parte das lutas dos trabalhadores e estudantes. Isso será o novo.

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