O mundo contra Bush

Voltam as grandes mobilizações contra a guerraO repúdio à política de Bush e à ocupação militar do Iraque também é massivo em âmbito mundial. Mostra disso é a pesquisa realizada em vários países sobre como as pessoas votariam nas eleições americanas: Bush perderia de lavada.

No terreno das mobilizações, a última grande marcha ocorreu na Grécia, durante os Jogos Olímpicos de Atenas, em repúdio à visita de Collin Powell, secretário de Estado do governo Bush. Ele desistiu da visita. Durante a marcha foram penduradas, na Acrópole e no Partenón (centro da cidade antiga), faixas dizendo: “Powell assassino, volte pra casa!”

A realidade foi muito diferente do previsto e prometido por Bush ao mundo e ao povo americano. Suas explicações seriam quase cômicas, se sua política não resultasse na morte de milhares de pessoas: “Como resultado de uma veloz e contundente vitória, enfrentamos condições no terreno que foram diferentes das que havíamos assumido no início (…). Quando tudo indicava que Saddan ia cair, as pessoas entregariam suas armas. Na verdade, não o fizeram. O que entregaram foi sua vontade de combater e simplesmente se dispersaram pelo interior do país. Agora estão ressurgindo.” (New York Times, 30/08/04). Em outras palavras: “temos problemas porque vencemos muito rapidamente”. Depois, em uma entrevista no programa Today, da rede NBC, ficou mais sério: “Não creio que se possa ganhar a guerra contra o terrorismo. Trata-se de criar condições para alcançar um mundo mais seguro para nossos filhos“. Aqui não apenas tenta explicar os problemas no Iraque, mas antecipa que a “guerra contra o terrorismo” deverá seguir por décadas.
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