O movimento estudantil na greve da educação

A principal vitória da greve nacional da educação foi política: um grito de basta frente à precarização imposta pelas metas do REUNI e pela falta de investimento público na educação. A luta unificada de professores, técnico-administrativos e estudantes foi expressão das insuportáveis condições de trabalho e estudo nas universidades e institutos federais.

Os estudantes, além da grande insatisfação diante do descaso com a educação pública em nosso país, lutaram, sobretudo, por políticas de Permanência Estudantil. Em quase todos os estados do país, conquistaram uma série de avanços, como a ampliação do funcionamento dos restaurantes universitários, reajuste das bolsas, moradia estudantil, contratação de professores e melhorias nas condições de ensino. Além disso, o movimento construiu e legitimou um Comando Nacional de Greve dos Estudantes (CNGE).

Mas uma vez, a UNE buscou desmontar a mobilização, negociando com o MEC pelas costas do movimento, boicotando o CNGE e defendendo a todo custo as políticas educacionais do governo federal. Por outro lado, vimos o fortalecimento e crescimento da ANEL, entidade alternativa à UNE, que está reorganizando os novos ativistas do movimento estudantil com democracia e independência política e financeira.

Acreditamos que a plataforma política votada no CNGE prossegue vigente. Devemos orientar nossas próximas mobilizações pelas pautas nacionais de nossa luta. O movimento estudantil não vai parar de lutar!
– Dilma, 47% do Orçamento para os bancos não dá! Educação deve ser prioridade!
– Chega de REUNI! Não ao PNE do governo! Queremos expansão com 10% do PIB para a educação pública já!
– Pelo reajuste da verba do PNAES para R$2 bilhões! Pelo imediato reajuste da bolsa-auxílio para o valor de 1 salário mínimo!
– Restaurante universitário, moradia estudantil e creche universitária em todas as IFES, sem trabalho terceirizado!
– Cotas raciais nas universidades públicas já!

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