O Brasil também disse Fora Bush!

A América Latina fervilhou nos últimos dias, unindo a classe trabalhadora e a juventude de diferentes países no grito pelo “Fora Bush!”. Os protestos foram uma resposta à audácia do presidente norte-americano de visitar a América Latina. Como bons capachos doimperialismo, Lula e Kirchner estenderam tapete vermelho para Bush. A classe trabalhadora, os movimentos sociais e a juventude, por sua vez, fizeram questão de dizer que o presidente norte-americano não era bem vindo, em grandes protestos. O PSTU teve uma forte presença nos atos, com suas bandeiras e faixas e defendendo o “Fora Todos! Fora Bush!” Veja abaixo como foram os principais atos

SEXTA, 4/11
PORTO ALEGRE (RS)
A manifestação, que contou com mais de 200 pessoas. Começou com uma concentração na Esquina Democrática, de onde partiu em passeata até a sede do CityBank. Chegando lá, por volta das 13h, os manifestantes pintaram a rua de verde e amarelo e queimaram uma bandeira norte-americana.

BELO HORIZONTE (MG)
Cerca de 150 pessoas e 33 entidades se dirigiram para o McDonald’s, onde foram queimados um boneco de Bush e uma bandeira norte-americana; foram acesas velas simbolizando os mortos na guerra e colados diversos cartazes na entrada da lanchonete.

SEXTA A DOMINGO
BRASÍLIA (DF)
A Esplanada dos Ministérios foi palco de dois atos no dia 4: um organizado pela Conlutas, que atacou Bush e denunciou a subserviência do governo Lula, e outro organizado pela CUT, UNE e MST, preservando Lula. A concentração do ato da Conlutas estava marcada no mesmo local e horário do ato governista. Uma parte das pessoas que foram convocadas pela UNE decidiu participar do ato da Conlutas, que contou com mais de 300 manifestantes e que tinha como destino a embaixada dos EUA. Na embaixada, a Conlutas encerrou o seu ato queimando bandeiras dos EUA e de Israel.
No dia 6, houve novos protestos, em uma loja do McDonald’s e em frente à Granja do Torto, onde Lula recebia Bush. Houve repressão e o deputado Babá (P-SOL) foi agredido por policiais.

SÁBADO, 5/11
SÃO PAULO (SP)
A passeata de duas mil pessoas seguiu por dez quadras da Av. Paulista, até a esquina em que se localizam a sede do Banco Central e o BankBoston. Participaram do protesto a Campanha Contra a Alca, a Conlutas, a Conlute, sindicatos, o MST, setores da CUT, a juventude árabe, punks e militantes do PSTU, P-SOL, PCdoB, sem-tetos da Grande São Paulo e de São José dos Campos, entre outros. O PSTU defendeu o Fora Todos! e afirmou que, para combater Bush, é preciso derrotar os governos que estão a seu lado, como o de Lula. Dirceu Travesso, da Conlutas, lembrou que o BankBoston foi dirigido por Henrique Meirelles, antes dele vir para o Banco Central. Foram queimados dois bonecos de Bush. Ao final, a polícia usou bombas de gás, cassetetes e balas de borracha contra os manifestantes.

RECIFE (PE)
Cerca de 300 manifestantes protestaram jogando tinta vermelha na frente do consulado norte-americano. Organizaram o ato o sindicato dos bancários, MST, PSTU, PGT e PCR, entre outras organizações e entidades. O protesto durou pouco, em torno de 25 minutos, pois a polícia reprimiu a manifestação, voltando-se principalmente contra os militantes do MST.

BELÉM (PA)
A passeata organizada pela Conlutas contou com a presença de dezenas de trabalhadores e estudantes, interrompendo parcialmente o tráfego. A manifestação parou em frente a uma loja do McDonald’s, onde uma chuva de ovos foi lançada contra a lanchonete. A polícia assistiu sem interferir. Um enorme estandarte da Conlutas abriu o ato.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
Cerca de 100 pessoas participaram do protesto em frente ao McDonald’s, na Avenida Nove de Julho, área de prédios luxuosos de São José dos Campos. Com faixas, cartazes, máscaras e dois bonecos representando o presidente norte-americano, o ato contou com a presença de sindicatos, movimentos sociais e estudantes. Uma bandeira dos Estados Unidos foi queimada.

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