Notas

PÉROLA
“Me lincharam, me condenaram.
Se eu estou aqui hoje de pé é graças a vocês, com a UJS, com a UNE ”

JOSÉ DIRCEU, agradecendo o apoio dessas organizações e conclamando os estudantes a saírem às ruas em sua defesa no julgamento do Mensalão.

REVOLTA 1 – Enquanto dezenas de pacientes esperavam na fila de um hospital público, no Rio de Janeiro, uma médica revoltada com a situação, saiu na porta do hospital para denunciar a situação.

REVOLTA 2 – Única médica de plantão na unidade, ela desabafou: “a saúde está zerada e os pacientes estão morrendo” e “a secretaria e o governo não fazem nada”. A revolta foi gravada pela TV Record.

SENHOR DE ENGENHO
O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) mostrou toda sua mentalidade de ‘senhor de engenho’ durante os debates da chamada PEC do Trabalho Escravo, que prevê a expropriação de terras onde for detectada a existência de trabalho degradante. Em meio a discussão, o ruralista soltou: “Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo, minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém”.

FORA MINERADORA
Protestos contra a ação de mineradoras têm se tornado uma rotina no Peru. No último dia 28, manifestantes de Espinar, na província de Cusco, ao sul do país protestavam contra a mineradora suíça Xstrata. Cerca de cinco mil pessoas teriam bloqueado acessos e estradas da região. Mas o protesto foi duramente reprimido pela policia. O Ministério do Interior peruano confirmou que chegou a quatro o número de civis mortos no conflito entre policiais e a população. O numero de feridos já passa dos 60, entre civis e policiais. Em Cajamarca, ao oeste do Peru, a população anunciou uma greve geral a partir do dia 31, até que o presidente Ollanta Humala declare o Projeto Conga inviável.

OPERAÇÃO LIMPEZA
Em São Paulo, a polícia militar está prendendo moradores de rua acusados de “vadiagem”. Pelo menos 52 pessoas foram detidas recentemente. A ação policial se baseou na legislação de 1941, que prevê pena de prisão simples, de 15 dias a 3 meses, quando alguém “entregar-se habitualmente à ociosidade”. Na cidade de Franca, interior de São Paulo, o Tribunal de Justiça do estado concedeu liminar que determina a suspensão dos processos criminais contra moradores. Os que foram presos foram libertados.
A prisão por “vadiagem” é mais um capitulo da política de higienização social em curso em São Paulo, marcada também pela repressão contra usuários de drogas na “cracolândia”, remoções de sem tetos e proibição de vendedores ambulantes.

BASTA DE OCUPAÇÃO
“Chegou a hora de o Brasil começar a dizer não”. Foi com essas palavras que a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse o que pensa sobre a entrada de imigrantes haitianos no país. A ministra surpreende com declaração xenófoba, ao mesmo tempo em que foram divulgados os gastos do Brasil com a ocupação militar do Haiti. Em oito anos, a ocupação custou quase R$ 2 bilhões. Como se não bastasse, a operação militar registrou inúmeras denúncias de crimes contra os direitos humanos. Desde execuções a estupros. Os soldados da Minustah também agem contra as mobilizações operárias e já reprimiram greves e passeatas do 1° de maio. Chegou a hora de o Brasil dizer não à ocupação.

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