No dia 23 de maio, o Rio de Janeiro vai parar

Em defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventudeA Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS), junto com outras entidades do movimento sindical e popular, organizará, no 23 de maio, um dia marcado por protestos da classe trabalhadora e da juventude em todo o país. Serão greves, paralisações, ocupações de terra e passeatas, no Brasil inteiro. No Estado do Rio de Janeiro não será diferente.

Em nosso Estado, teremos a greve de 48h dos profissionais de educação da rede estadual, que cobram do Governador Sérgio Cabral o reajuste prometido durante a última campanha eleitoral. Os profissionais de educação da rede municipal da cidade do Rio de Janeiro também realizarão uma paralisação de 24h contra a resolução da Secretaria Municipal de Educação, que institui a aprovação automática nas escolas.

Outras redes municipais do RJ também vão parar, tais como: Duque de Caxias, Niterói e São Gonçalo. O que unifica todas estas mobilizações de profissionais de educação é a defesa da escola pública e a luta contra a nova reforma da Previdência do governo Lula, prevista ainda para este ano.

Os servidores públicos federais, em campanha salarial, estarão presentes na luta contra o PAC e em defesa do seu direito de greve. Os servidores do Ibama e do Ministério da Cultura, em greve desde a semana passada, comparecerão em peso ao protesto.

Outros setores do serviço público federal realizarão paralisações de 24h e participarão do dia de protesto. São elas: os funcionários do INSS, das Universidades Federais, do Colégio Pedro II e de vários Hospitais Federais. Os funcionários do Banco do Brasil realizam assembléia no dia anterior e têm indicativo de paralisação de 24h no dia 23, contra o plano de demissões incentivadas e o fechamento de locais de trabalho.

O MST vai realizar protestos em estradas importantes do interior do Estado, denunciando o latifúndio e a situação de miséria e abandono de milhares de famílias que precisam de terra para produzir. Os estudantes também estarão presentes, defendendo o direito ao passe-livre nos transportes e lutando contra a Reforma Universitária do Governo Federal.

Na Baixada Fluminense, o Sindicato dos Comerciários vai fechar as principais lojas de Nova Iguaçu, contra o horário livre (contra o trabalho aos domingo) e por reajuste de salários.
Em Volta Redonda, os metalúrgicos da CSN realizam uma manifestação na porta da empresa. Eles devem entrar em greve a partir do dia 24. Serão realizadas manifestações com reivindicações semelhantes, também em Nova Friburgo e Macaé.

Manifestação no centro vai unificar todas as categorias
Às 13h, no centro do Rio, com concentração na Candelária, vai acontecer uma grande passeata que unificará todos os trabalhadores em greve, os estudantes e o movimento popular. A passeata terminará com um ato político no final da tarde, em frente ao Ministério da Fazenda, simbolizando a luta contra a política econômica do Governo Federal.