No Carrefour, protesto contra a alta dos alimentos

Manifestantes de diferentes organizações sociais e sindicais realizaram nesta quinta-feira, dia 16, um ato em repúdio à alta do preço dos alimentos e à volta da carestia. O manifesto aconteceu por volta das 10h no estacionamento do Hipermercado Carrefour, unidade da Vila Industrial, em São José dos Campos.

O protesto fez parte da Jornada de Lutas Antiimperialista que acontece de 12 a 18 de outubro no Brasil e em vários países da América Latina. O Carrefour foi escolhido por simbolizar os muitos grupos transnacionais que lucram com a centralização da comercialização dos alimentos, penalizando os trabalhadores e a população pobre.

“Os preços do arroz, do feijão, do leite e da carne estão cada vez mais altos e, portanto, menos acessíveis ao trabalhador. Esta carestia é um dos reflexos da crise econômica. Nós defendemos o caminho inverso do capitalismo de Bush, que usa trilhões de dólares do dinheiro público para alimentar o sistema financeiro imperialista. Este dinheiro que deveria ser utilizado para resolver os graves problemas do planeta”, afirmou o coordenador da Conlutas, José Donizete de Almeida.

Os manifestantes também relembraram o dia em que os moradores do Morro do Regaço, área vizinha ao Carrefour, foram expulsos de suas casas, há cinco anos. Na época, o hipermercado estava se preparando para se instalar no local. Para beneficiar o Carrefour, a Prefeitura usou tropas de choque e forçou a retirada dos moradores.

Passeata ao Hospital Municipal
Após o ato no Carrefour, os manifestantes seguiram em passeata até o Hospital Municipal de São José dos Campos, em protesto contra o sucateamento e terceirização dos serviços públicos.

A passeata seguiu pela Avenida Juscelino Kubitscheck, com cerca de 150 pessoas, divulgando as palavras de ordem da Jornada de Lutas. Participaram integrantes do Conlutas, Intersindical, MST, Via Campesina, CMP, MUST, PSTU, PSOL, Associação Democrática dos Metalúrgicos (Admap), Associação de Ajuda Mútua e Solidariedade dos Trabalhadores da Construção Civil (Assam) e vários sindicatos da região, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

O Hospital Municipal foi terceirizado pela administração do PSDB e está sendo administrado pela empresa SPDM, o que precarizou o atendimento. “Este governo colocou a saúde do povo nas mãos de uma empresa interessada exclusivamente em lucros. Não podemos aceitar isso. O Hospital Municipal deve ser público, gratuito e de qualidade”, afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Edmir da Silva.

Mais atividades
Na parte da tarde, continuam as atividades programadas para esta quinta-feira, como parte da Jornada de Lutas Antiimperialista.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (filiado à Conlutas) realiza assembléia com os trabalhadores do 2º turno da General Motors, no bolsão da S10.
Haverá assembléia na Johnson & Johnson, ato na Monsanto e, às 18h, ato na ocupação urbana Pinheirinho.