Nas ruas contra a guerra

Do Pentágono, em Washington, às ruas de Los Angeles, dezenas de milhares de pessoas reuniram-se nos Estados Unidos para fazer parte dos protestos internacionais no quarto aniversário da invasão do Iraque.

Em Washington, no dia 17, cerca de 10 mil pessoas enfrentaram os ventos gelados em uma marcha rumo ao Pentágono. À frente da marcha, vários jovens carregavam cartazes do “Veteranos do Iraque Contra a Guerra” (IVAW, em inglês). O bloco do IVAW foi seguido pelos “Veteranos do Vietnã Contra a Guerra”, que lideraram a famosa marcha ao Pentágono em 1967. Outra importante ala da marcha foi composta por jovens e estudantes, liderados pela “Rede Campus Antiguerra” (CAN, em inglês).
Muitos manifestantes expressavam sua revolta com os imensos gastos do governo com a guerra e a ocupação.

Outros protestos
As manifestações nos EUA foram parte de um esforço internacional que levou mais de 100 mil pessoas às ruas em Madri, na Espanha; 30 mil em Roma, na Itália; três mil em Istambul, na Turquia; e mil na Grécia.

Ainda nos EUA, no dia 18, cerca de sete mil manifestantes, dentre membros do IVAW e da Federação Unificada dos Professores, tomaram as ruas de Nova York. Na mesma noite, ativistas antiguerra convocados pela Code Pink e pela ISO, protestaram em frente a um evento de arrecadação de fundos para a senadora democrata Hillary Clinton, pré-candidata à presidência.

No mesmo dia, em São Francisco, cerca de 15 mil pessoas saíram às ruas. Em Portland, no estado do Oregon, foram outras 15 mil. No dia anterior, em Los Angeles, uma multidão multirracial de dez mil, que incluía vários grupos de muçulmanos e palestinos, já havia marchado pelo coração de Hollywood.
Em Seattle, no estado de Washington, duas marchas reuniram cinco mil pessoas, dentre jovens, estudantes e soldados, repetindo cenas que foram vistas em outros grandes centros urbanos, como San Diego, ou até mesmo em pequenas cidades.

Post author Brian Jones e Elizabeth Schulte, do International Socialist Organization
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