Na Grécia, construir e sustentar a Frente nas urnas e na rua

Frente deve se comprometer com programa de confronto à Troika

À medida que cresce a resistência aos planos dos governos da troika, os capitalistas respondem com seu típico cinismo “democrático”. A repressão, o cerceamentos das liberdades, a ilegalidade dos partidos, a modificação das leis eleitorais, as mudanças nas constituições sem consulta popular alguma etc, têm sido a resposta destes governos. A ousadia do capital financeiro é tamanha que chegam a impor, como na Itália e na Grécia, presidentes de governos que, sem passar pelas urnas, foram designados pela troika. Sua infâmia chegou ao ponto de cogitar a possibilidade de não convocar eleições (as de 6 de maio) na Grécia!

Quando na Grécia está colocada a possibilidade de um triunfo da esquerda que enfrente os planos da troika, esperar eleições limpas e crer que vão assumir tranquilamente sua derrota ou desconhecer a existência de forças fascistas como Aurora Dourada – que estarão a serviço de preservar o sistema a todo custo quando este se veja ameaçado – é como esperar da raposa que cuide do galinheiro.

A Frente de Esquerda deve se construir, desde o início, chamando a todas as organizações sindicais e populares, aos imigrantes, lhe dar seu respaldo. A frente deve se comprometer diante dessas organizações com um programa de confronto à Troika, submetendo seu governo às resoluções dessas organizações, além de chamá-las a acompanhar o processo eleitoral com a mobilização, manifestações e por uma greve geral indefinida se for preciso. Assim é possível mostrar aos inimigos do povo que se está disposto a não deixar que a vitória seja roubada.

Também é preciso conformar organismos de unidade nas empresas, bairros, faculdades e escolas para alentar a campanha e organizar a defesa diante de qualquer reação dos bandos fascistas. Neste sentido, a organização da autodefesa ás atividades fascistas adquire uma importância decisiva, em particular entre os trabalhadores imigrantes.

Todo apoio e solidariedade ao povo grego

O que se passa hoje na Grécia transcende os limites geográficos do país. A derrota dos partidos do memorando, a vitória da esquerda grega e a conformação de um governo que se oponha à troika, seria uma vitória de todos os trabalhadores europeus. Mostraria para todos que é possível derrotar a troika e fortaleceria a resistência diante dos ajustes e a luta por uma Europa dos trabalhadores.

A Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI) denuncia a União Europeia como a responsável pela guerra social. Combaterá todos os governos da troika e defende uma saída operária e popular à crise. A mobilização das massas é a via para construir governos dos trabalhadores e para a mudança social. A LIT luta por uma verdadeira união europeia, a construção dos Estados Unidos Socialistas da Europa. Por tudo isso, não podemos mais que pôr todas nossas esperanças e forças à serviço do triunfo do povo grego.

A LIT e todos os seus partidos, especial na Europa, oferece toda sua solidariedade à luta dos trabalhadores e do povo grego.

-Abaixo o memorando da Troika!
-Nem um euro mais para os saqueadores da Grécia!
-Que os capitalista paguem pela crise!
-Por um governo da esquerda que recuse o memorando e prepare um plano de resgate dos trabalhadores e o povo!
-Por uma Europa dos trabalhadores e do povo!